- Karen Karoline Lopes Módolo, aos 29 anos em 2016, sofreu queda ao caminhar e teve início de diagnóstico para esclerose múltipla.
- Inicialmente Diagnosticada como esclerose múltipla remitente-recorrente, o quadro evoluiu, levando a diagnóstico correto apenas depois de perdas motoras, identificando-esclerose múltipla primária progressiva.
- Os principais sinais incluem alterações visuais, formigamentos, fraqueza, desequilíbrio e dificuldade para caminhar; sintomas costumam surgir em surtos.
- Obstáculos ao diagnóstico: acesso a neurologistas especializados e exames como ressonância magnética, além de confusão com outras condições clínicas.
- Dia mundial da esclerose múltipla, em 30 de maio, destaca a necessidade de conscientização, diagnóstico precoce, tratamento adequado e apoio ao paciente.
Aos 29 anos, Karen Karoline Lopes Módolo passou por uma queda enquanto caminhava em Ilha Solteira, São Paulo, em 2016, e viu sua mobilidade desaparecer. O atraso no diagnóstico inicial levou a um quadro de esclerose múltipla progressiva, que hoje a impede de andar sem ajuda. A história reforça a importância de reconhecer sinais neurológicos precocemente.
Formigamentos, dormência e cansaço foram confundidos com estresse e rotina puxada. Dois anos após a queda, o diagnóstico inicial foi incorreto, permitindo a progressão da doença antes da confirmação adequada. A condição evoluiu para perda de mobilidade e uso de cadeira de rodas.
A mulher, hoje com 39 anos, explica que o tratamento adequado ainda chegou tardiamente. O diagnóstico correto foi essencial para iniciar manejo da esclerose múltipla primária progressiva, que afeta movimentos, equilíbrio e energia.
Sintomas e sinais
Segundo o neurologista Mateus Boaventura, os sinais abrangem alterações visuais, formigamento, fraqueza, desequilíbrio, dificuldade para caminhar, fadiga persistente e alterações cognitivas. Esses sintomas costumam ocorrer em surtos.
Para o médico, a avaliação por um neurologista é crucial quando há sintomas neurológicos persistentes, especialmente em adultos jovens. O diagnóstico precoce pode impactar a evolução da doença.
Barreiras ao diagnóstico
Boaventura aponta dificuldades de acesso a neurologistas especializados e a exames como ressonância magnética como grandes entraves. Além disso, condições distintas podem apresentar sinais parecidos, atrasando a suspeita diagnóstica.
Ele ressalta ainda a desigualdade no acesso à saúde entre regiões e classes sociais, o que pode atrasar o início do tratamento. O tempo até o diagnóstico influencia diretamente a evolução da esclerose.
Impacto na vida
Karen, que hoje está aposentada devido à doença, também estuda nutrição. Ela destaca a importância do diagnóstico rápido e do tratamento adequado para preservar autonomia e qualidade de vida.
O neurologista ressalta que avanços terapêuticos reduzem surtos e novas lesões, retardando a progressão. O equilíbrio entre acesso a tratamentos, acompanhamento médico e apoio social é essencial.
Dia Mundial da Esclerose Múltipla
Comemorado em 30 de maio, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla busca ampliar a conscientização sobre a doença, ainda pouco conhecida e subdiagnosticada. A divulgação de informações ajuda a reduzir atrasos diagnósticos.
Boaventura afirma que falar sobre a doença combate desinformação e incentiva pacientes a buscar avaliação mais cedo. Karen concorda; o conhecimento ajuda a entender que os desafios vão além das limitações físicas.
A história de Karen evidencia a importância de reconhecimento de sinais neurológicos, acesso a diagnóstico especializado e tratamento adequado para melhorar o prognóstico na esclerose múltipla.
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