- Um receptor de rim nos Estados Unidos morreu dias após o transplante de um órgão proveniente de um doador falecido em Idaho, com o rim infectado pelo vírus da raiva.
- O doador original foi identificado como James Martin; a raiva foi transmitida ao receptor Barney Kurowicki após o atacamento de um gambá.
- O transplante ocorreu no Centro Médico da Universidade de Toledo, em Ohio, com o caso vindo a público somente em maio de 2026.
- A autópsia confirmou a presença do vírus da raiva no rim; os testes de triagem de órgãos à época não incluíam a detecção da raiva.
- Especialistas destacam que casos de transmissão de raiva por transplante são extremamente raros; o CDC afirma que o sistema de doações continua seguro, e a raiva tem letalidade alta após o início dos sintomas.
Barney Kurowicki, um aposentado, faleceu dias após receber um rim em transplante realizado no Centro Médico da Universidade de Toledo, Ohio. O órgão era de um doador falecido em Idaho, de 59 anos, cuja morte não indicava raiva. O rim, no entanto, estava infectado pelo vírus.
A transmissão ocorreu pelo ataque de um gambá ao doador, segundo investigações. A família do doador, James Martin, não tinha ciência da infecção no momento do óbito. A morte de Kurowicki ocorreu pouco tempo após a cirurgia, com surgimento de sinais neurológicos.
Doença silenciosa até a autópsia, a raiva foi confirmada nos tecidos transplantados. Testes de triagem de órgãos não incluíram avaliação para o vírus da raiva nas normas da época. Autópsia confirmou a presença do agente no receptor.
Segurança e investigação
Especialistas destacam que casos de transmissão de raiva por transplante são extremamente raros. O último registro nos EUA ocorreu em 2013, com precedente anterior em 2004. Autoridades sanitárias reforçam a confiabilidade do sistema de doações, ainda que haja vigilância contínua.
O CDC afirmou que a raiva tem alta letalidade após o início dos sintomas. A médica responsável pelo caso no CDC apontou que o evento é raro e reforçou a contínua segurança dos transplantes, sem indicar mudanças imediatas na prática de triagem de órgãos.
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