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Máquina de Anticítera mostra que gregos antigos calculavam eclipses com bronze

Engrenagens de bronze da máquina de Anticítera mostram cálculos de eclipses pela Grécia antiga, desafiando cronologias e atrasos tecnológicos de séculos

Mecanismo de Anticítera exibe engrenagens de bronze para cálculos astronômicos da Grécia Antiga
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  • Mergulhadores resgataram a máquina de Anticítera, um bloco de bronze com engrenagens, no Mediterrâneo durante uma busca por esponjas.
  • Radiografias e tomografias tridimensionais revelaram um conjunto complexo de engrenagens que simulava a posição do Sol, das fases da Lua e eclipses, com alta precisão.
  • Pesquisadores da University College London mostraram que o dispositivo era acionado por uma manivela, movendo dezenas de rodas dentadas para cruzar o ciclo solar com o calendário lunar.
  • O achado indica que gregos antigos já calculavam eclipses de forma similar a um computador, desafiando a ideia de que a mecânica complexa surgiu apenas na Europa medieval.
  • O artefato operava sob geocentrismo, com muitos eixos interdependentes, e o naufrágio atrasou séculos o desenvolvimento de tecnologias equivalentes.

O que aconteceu: mergulhadores no Mediterrâneo encontraram a máquina de Anticítera, um bloco esverdeado que parecia sem função. Análises de raio-x, décadas depois, revelaram um complexo conjunto de engrenagens em bronze.

Quem está envolvido: especialistas da University College London conduziram a leitura digital, com tomografias tridimensionais de alta energia, para decifrar a geometria interna do artefato.

Quando e onde: o achado original ocorreu há mais de um século, no mar ao redor da ilha de Antikythera, na Grécia. A reanálise atual usa imagens modernas para entender o mecanismo.

Por que é relevante: a peça mostra que gregos antigos usavam engrenagens complexas para cálculos astronômicos, sugerindo habilidades técnicas muito anteriores ao que se pensava, e coloca em questão cronologias escolares sobre tecnologia.

Desempenho técnico e funcionamento

O usuário girava uma manivela de bronze, que acionava dezenas de rodas dentadas escondidas em uma caixa de madeira. O conjunto simulava movimentos celestes para prever eclipses, fases da Lua e posições do Sol.

Especialistas detalham que o mostrador frontal marcava o Sol e a Lua, enquanto o sistema mecânico ajustava velocidades para imitar órbitas. Os mostradores traseiros registravam meses de grandes jogos pan-helênicos.

Limites conceituais da antiguidade

A engenhosidade era compatível com o geocentrismo, que exigia eixos complexos para representar planetas errantes. Mesmo assim, o mecanismo reproduzia trajetórias com alto grau de precisão, evidenciando matemática espacial avançada para a época.

A tecnologia de Anticítera revela que a escala de engrenagens era superior à de tecnologias anteriores, contrastando com a ideia de que só a Idade Média teria grandes relógios astronômicos.

Impacto histórico

O naufrágio também atrasou mentalidades industriais na região, dificultando a replicação do conhecimento. A descoberta mostra que avanços tecnológicos podem seguir de forma não linear, com rupturas que atrasam gerações.

Portanto, a peça reforça a visão de que proezas antigas, quando perdidas, podem retardar o desenvolvimento de técnicas equivalentes por centenas de anos.

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