Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nova variante genética explica doença neurológica rara

Nova variante no gene ADPRS associada à CONDSIAS, primeira confirmação na América do Sul, pode melhorar diagnóstico de casos raros

3D render of a medical background with DNA strands
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores da Universidade de São Paulo identificaram uma nova variante genética no gene ADPRS associada à CONDSIAS, doença neurodegenerativa rara.
  • O achado partiu do caso de uma menina brasileira de 11 anos com epilepsia e dificuldade de coordenação motora, sendo o primeiro registro da CONDSIAS na América do Sul.
  • A análise em células mostrou que a combinação de duas variantes leva à queda da proteína ARH3, responsável por remover a ADP-ribosilação, o que contribui para a doença.
  • Estratégias terapêuticas foram investigadas; a minociclina apresentou efeito pequeno frente a inibidores de PARP específicos, sugerindo cautela e necessidade de opções mais precisas.
  • A pesquisa, publicada na Neurology Genetics com apoio da Fapesp, pode ajudar no diagnóstico de outros casos e na interpretação de variantes no gene ADPRS.

O estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo identificou uma nova variante genética associada à CONDSIAS, doença neurológica rara que surge na infância e se manifesta com epilepsia e ataxia. A descoberta envolveu uma menina brasileira de 11 anos com epilepsia agravada por infecções. A pesquisa foi publicada na Neurology Genetics.

A doença envolve alterações no gene ADPRS. A CONDSIAS é caracterizada por epilepsia, atraso no desenvolvimento e degeneração progressiva do sistema nervoso, com piora em situações de estresse fisiológico, como infecções virais. Este é o primeiro caso documentado na América do Sul, segundo os autores.

A equipe coletou pele da paciente e criou uma linha celular para estudar a proteína ARH3, produzida pelo ADPRS. Observou-se redução acentuada dessa proteína, sugerindo que a combinação de duas variantes impede o funcionamento adequado da ARH3. O resultado mostra a associação entre a nova alteração e a doença.

Detalhes da descoberta

Os pesquisadores identificaram que a variante inédita, associada a uma já conhecida, pode comprometer a função da ARH3. Em células da paciente, houve falha no processo de remoção da ADP-ribosilação, sinal químico usado para coordenar a resposta a danos no DNA.

A equipe avaliou se a variante impacta de fato a doença, confirmando a relação entre a alteração genética e o quadro clínico da paciente. O estudo reforça a importância do diagnóstico molecular para doenças genéticas raras.

Estratégias terapêuticas

Como ainda não há tratamento específico, os autores exploraram abordagens terapêuticas baseadas no mecanismo da doença. A hipótese é reduzir a formação de ADP-ribosilação desde o início, para evitar o acúmulo tóxico.

Testaram a minociclina, antibiótico da classe tetraciclinas, por sua possível ação na inibição da PARP, enzima que inicia a ADP-ribosilação. Os resultados mostraram efeito modesto em comparação com inibidores de PARP dedicados, sugerindo cautela no uso dessa substância.

Impacto clínico

Após a publicação, médicos europeus buscaram apoio para avaliar variantes semelhantes em pacientes com ADPRS. O estudo facilita a interpretação de alterações genéticas raras e auxilia no manejo clínico de casos complexos, destacando o papel da pesquisa na prática diagnóstica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais