- Estudo da UFRJ investiga os efeitos do citrato, aditivo presente em alimentos processados e ultraprocessados, na saúde.
- Citrato é derivado do ácido cítrico e desempenha papel no metabolismo, energia e equilíbrio sanguíneo; ingestão excessiva é comum em alimentos industrializados.
- Aditivos à base de citrato são usados como reguladores de acidez, estabilizantes, emulsificantes e conservantes em bebidas, laticínios, queijos, pães e muitos outros produtos.
- Em camundongos, o excesso de citrato desencadeia inflamação de baixo grau, resistência à insulina e esteatose hepática, sem ganho de peso, além de alterações na microbiota e na intestinal.
- Os resultados ajudam a entender que aditivos, incluindo citrato, podem impactar a saúde, com pesquisas ainda em andamento para esclarecer os mecanismos.
O estudo da UFRJ investiga os efeitos do citrato, presente como aditivo em alimentos processados e ultraprocessados, no organismo humano. A pesquisa foca nos impactos do consumo excessivo deste composto natural. O objetivo é entender riscos à saúde associados à ingestão monitorada ou indiscriminada desses aditivos.
A equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro avaliou citratos usados como conservantes, reguladores de acidez e emulsificantes. A cadeia de alimentos analisada inclui leite de caixinha, refrigerantes, sucos industrializados, bebidas energéticas e queijos processados.
O estudo considera a transição alimentar, com maior consumo de alimentos processados. Segundo os autores, a ingestão de citratos tende a aumentar com esse padrão alimentar, que reduz a participação de itens in natura.
Contexto: o que são citratos
Citratos derivam do ácido cítrico e atuam no metabolismo, no equilíbrio químico do sangue e na função renal. Embora naturais, os aditivos citratos são usados para modular acidez, estabilizar fórmulas e conservar produtos.
A pesquisa também aborda a classificação NOVA dos alimentos, que vai de in natura a ultraprocessados. A ideia é entender como o processamento afeta a qualidade nutricional e a presença de aditivos, incluindo citratos.
Efeitos observados em modelos animais
Em camundongos, o consumo adicional de citrato causou inflamação sistêmica de baixo grau, com participação de tecidos adiposos e do fígado. Surgiram resistência à insulina e sinais de esteatose hepática, mesmo sem ganho de peso.
Estudos indicaram que, em dietas obesogênicas, o citrato não favorece obesidade, mas mantém alterações metabólicas. A fisiologia intestinal e a microbiota parecem influenciar esses efeitos.
Implicações e medidas consideradas
Os resultados ressaltam que o citrato, quando consumido em excesso, não é inerte e pode impactar a saúde. Pesquisadores destacam a necessidade de entender melhor os mecanismos e de monitorar a presença de aditivos em alimentos.
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