- Sistema usa varredura a laser (LiDAR) para mapear árvores urbanas e alimentar um algoritmo que calcula o equilíbrio biomecânico antes e depois da poda, em teste na cidade de São Paulo.
- O objetivo é orientar podas de forma mais segura e eficiente, reduzindo o risco de queda em ventos fortes e eventos climáticos extremos.
- A análise foi feita na tipuana, espécie comum em São Paulo, destacando que poda inadequada pode alterar a arquitetura natural e aumentar vulnerabilidade ao vento.
- A poda pode alterar distribuição de peso, simetria da copa e resposta a cargas de vento, identificando regiões mais vulneráveis e pontos de deformação.
- A ferramenta funciona como apoio à decisão para prefeituras, concessionárias e equipes de arborização, com planos de automação, integração a inventários urbanos e pilotos em setores específicos.
O sistema usa laser para orientar podas de árvores urbanas. Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um mecanismo que varre a árvore com LiDAR e alimenta um algoritmo para calcular o equilíbrio biomecânico antes e depois da poda. O projeto já está em testes em São Paulo.
A ideia surgiu de uma conversa entre um biólogo de árvores e um engenheiro da USP, na frente de uma grande árvore na capital paulista. O objetivo é tornar as podas mais seguras e eficientes, reduzindo riscos em ventos fortes.
O estudo integra escaneamento a laser, modelagem computacional e algoritmos de otimização para avaliar o equilíbrio. A tipuana, espécie comum em SP, é o foco inicial, por apresentar copa ampla e crescimento vigoroso.
Expertise e método
A varredura gera uma nuvem de pontos que representa tronco, galhos e copa. Os dados permitem estimar volume, distribuição de galhos, inclinação e resposta ao vento, alimentando modelos que identificam regiões mais vulneráveis.
Os pesquisadores destacam que a poda altera a distribuição de peso e a simetria da copa, influenciando a resistência ao vento. Poda sem critérios biomecânicos pode fragilizar a estrutura.
Aplicação e próximos passos
O sistema funciona como apoio à decisão para prefeituras, concessionárias e equipes de arborização urbana. Pode indicar galhos aptos para remoção sem comprometer o equilíbrio e priorizar árvores de maior risco.
Para adoção em escala, é necessário automatizar geração de modelos 3D e a análise computacional, além de integrar aos inventários urbanos e ampliar testes com outras espécies. Projetos piloto em setores específicos devem acelerar a implementação.
Parcerias e continuidade
O estudo envolve o Instituto de Biociências e os Departamentos de Engenharia Mecânica, Mecatrônica e Engenharia Elétrica da Poli. O artigo publicado na revista Trees detalha o método e os resultados até o momento.
Participaram da pesquisa Luís Otávio Trotti Martins Guedes de Souza, Fernanda Mendes de Rezende, Marcelo Knörich Zuffo, Julio Romano Meneghini, Marcos Silveira Buckeridge e Emílio Carlos Nelli Silva. O trabalho segue em desenvolvimento.
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