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Estudo aponta razões para ausência de dinossauros marinhos

Estudo sugere que espinossauros tinham glândulas de sal, explicando por que dinossauros marinhos não prosperaram

O espinossauro, um dinossauro não-aviano, pode ter tido glândulas de sal em uma posição semelhante a dos únicos dinossauros vivos hoje: as aves
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  • Estudo em crânios do espinossauro aponta glândulas de sal localizadas acima dos olhos, posição semelhante às aves marinhas.
  • Essas glândulas ajudam a eliminar o sal em animais aquáticos; são tecidos moles, o que dificulta a preservação em fósseis.
  • Indícios anatômicos surgem de depressões cranianas acima do olho, sugerindo localização semelhante às glândulas de sal das aves marinhas e possível evolução convergente.
  • Ainda não foi identificado o tipo de pele que cobria a cabeça do dinossauro; apenas a posição das glândulas é bem estabelecida.
  • A descoberta pode ajudar a explicar por que não existiram dinossauros marinhos puros, sugerindo que glândulas de sal influenciaram adaptações de vida aquática.

O estudo analisa crânios de Espinossauros, sugerindo a presença de glândulas especializadas na excreção de sal, semelhantes às de aves marinhas. A localização dessas estruturas seria acima dos olhos, em depressões cranianas, o que indica uma função fisiológica ligada ao manejo do sal do organismo.

Os cientistas ressaltam que essas glândulas são tecidos moles, difíceis de preservar, mas deixaram pistas sobre a antiga fisiologia do animal. A identificação ocorreu ao comparar caminhos para filtrar o sal no sangue com padrões vistos em espécies marinhas atuais.

A pesquisa aponta que Espinossauro podia ter adaptação para ambientes aquáticos, o que explica parte de seu formato de cabeça. Especialistas discutem evolução convergente, já que iguanas marinhas e aves marinhas desenvolvem soluções semelhantes para o excesso de sal.

Contribuições da pesquisa e entrevistas

Andrea Cau, da Universidade de Bolonha, afirmou à IFL Science que a descoberta conecta fisiologia e ecologia de um dinossauro extinto. Segundo ele, reconstruir características fisiológicas é particularmente desafiador, mas este conjunto de evidências é significativo.

A equipe indica que ainda não há confirmação sobre o tipo de pele que cobria a cabeça do Espinossauro. Enquanto o posicionamento das glândulas está claro, resta explorar como a pele e a aparência geral se relacionavam com essa adaptação.

Implicações para a compreensão dos vertebrados

As glândulas, localizadas acima do crânio, diferem de casos de iguanas marinhas, em que as glândulas ficam dentro do crânio. O estudo sugere que o Espinossauro poderia ter mantido sal suficiente para regular processos corporais sem depender exclusivamente de estruturas internas.

Os resultados ajudam a explicar por que dinossauros marinhos não teriam se destacado entre os grupos conhecidos. A hipótese é que a presença de glândulas de sal poderia ter limitado a viabilidade de uma ocupação contínua de nichos aquáticos.

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