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Mãe de bebê prematuro sonha em vê-lo andando sozinho

Mãe relata luta diária pela vida do filho com mielomeningocele, cirurgia intrauterina aos 24 semanas e sete procedimentos até os três anos

Davi tem 3 anos e precisa de ajuda para andar — Foto: Arquivo pessoal
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  • Ana Carla Coimbra da Silva Baião, moradora de Curitiba, recebeu o diagnóstico de mielomeningocele do filho Davi aos 22 semanas e passou a lutar pela qualidade de vida dele.
  • Davi fez cirurgia intrauterina aos 24 semanas, numa tentativa de reduzir sequelas antes do nascimento.
  • O bebê nasceu prematuro, com 32 semanas, e ficou dois semanas na UTI neonatal, sem necessidade de intubação.
  • Ao longo de três anos, Davi já passou por sete cirurgias e realiza terapias regulares, como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia.
  • A família busca tratamento em clínica especializada em mielomeningocele em Santa Catarina, sonhando com a independência de Davi, como caminhar sozinho.

Ana Carla Coimbra da Silva Baião, moradora de Curitiba (PR), revela a trajetória de sua família desde o diagnóstico de mielomeningocele do filho Davi, na 22ª semana de gestação, até o nascimento prematuro e as três primeiras fases de tratamento. A mãe registra sete cirurgias e uma intensa rotina de terapias desde o bebê.

A gravidez de Davi foi planejada e acompanhada, com exames, ácido fólico e saúde inicialmente estável. Aos 22 semanas, porém, o diagnóstico surpreendeu a família, definindo uma nova realidade com possível deficiência motora, hidrocefalia e necessidade de monitoramento médico contínuo.

A mielomeningocele é uma malformação da coluna que pode afetar movimentos, força muscular, sensibilidade e funções da bexiga e do intestino. Ana relata o choque ao receber a informação e a preocupação com o futuro do filho diante das incertezas.

A opção pela cirurgia intrauterina, realizada aos 24 semanas, representou uma esperança diante do risco. A família buscou a intervenção como chance de reduzir sequelas e melhorar a qualidade de vida de Davi, mesmo diante do medo de perder o bebê.

Davi nasceu com 32 semanas e ficou 15 dias na UTI neonatal. A mãe descreve a experiência como uma dor profunda, pois precisou deixar o filho no cuidado dos profissionais logo após o nascimento. Ele respirou sem ajuda e não exigiu intubação.

Ao longo de três anos, Davi já passou por sete procedimentos, incluindo cirurgias na coluna e operações nos pés, além de uma cirurgia intrauterina e uma cirurgia de fimose. Acompanham-no ainda terapias físicas, ocupacionais, fonoaudiologia e psicologia.

A família iniciou avaliações em uma clínica de mielome­ningocele em Santa Catarina, referência em reabilitação intensiva, embora os custos sejam altos. Ana mantém a esperança de ampliar a independência de Davi, visualizando-o andando, indo ao banheiro e tomando banho sozinho.

O sonho de Ana é ver Davi conquistar autonomia no futuro, mantendo o sorriso e a curiosidade que já o acompanham. Ela orienta outras famílias a manterem a esperança, celebrando cada pequena vitória a cada etapa da jornada médica e terapêutica.

Ausência de conclusões e neutralidade

A reportagem apresenta a trajetória clínica, os tratamentos realizados e as perspectivas da família, sem opinar ou concluir. O foco permanece em dados: diagnóstico, terapias, procedimentos e objetivos futuros.

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