- Em estudo de fase três com 500 pacientes, a pílula daraxonrasibe aumentou a sobrevida global em adenocarcinoma ductal pancreático metastático com mutação RAS (13,2 meses) frente à quimioterapia (6,7 meses).
- A sobrevida livre de progressão também foi maior com o medicamento (7,3 meses) em comparação com o grupo que recebeu quimioterapia (3,5 meses).
- O composto atua contra a mutação presente em mais de 90% dos casos dessa doença, reduzindo a proliferação das células cancerígenas; o fármaco também foi testado em pacientes sem a mutação.
- Os efeitos colaterais foram menos frequentes em quem tomou daraxonrasibe (43,6%), com erupção cutânea e estomatite entre as principais ocorrências, ante 57,5% no grupo de quimioterapia (principalmente neutropenia e anemia).
- Os próximos passos incluem submissão à FDA e a avaliação de uso como primeira opção de tratamento, além de estudos em outros tumores relacionados à proteína RAS.
Entre os cânceres, o tumor de pâncreas é considerado o mais letal. Durante a reunião anual da ASCO em Chicago, pesquisadores apresentaram resultados de um comprimido diário que quase dobrou a sobrevida de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático já tratados.
O estudo de fase 3, chamado RASolute-302, envolveu 500 pacientes de América do Norte, Europa e Ásia. Os voluntários foram divididos entre quimioterapia e a pílula em teste, daraxonrasibe, que atua contra a mutação presente em mais de 90% dos casos.
A droga age ao inibir mecanismos que envolvem a proteína RAS, responsáveis pela proliferação de células cancerígenas. Embora tenha sido testada também em pacientes sem a mutação, o foco foi o grupo com a alteração.
Resultados apontam para uma maior sobrevida global. Pacientes com a mutação atingiram 13,2 meses de sobrevida com daraxonrasibe versus 6,7 meses com quimioterapia. A sobrevida livre de progressão foi de 7,3 meses contra 3,5 meses.
Substring de efeitos colaterais também foi favorável ao tratamento. Ocorreram em 43,6% dos participantes com a droga, comparados a 57,5% no grupo de quimioterapia, com erupção cutânea e estomatite entre os mais comuns.
A desvantagem não se restringe aos números: a taxa de descontinuação foi de 1,2% no grupo com a droga, frente 11,2% entre os que receberam quimioterapia. O estudo será submetido à FDA para avaliação regulatória.
Os próximos passos preveem ampliar a pesquisa para avaliar uso como primeira opção de tratamento e explorar aplicação em outros tumores com mutação RAS, como câncer de pulmão e colorretal.
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