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Beija-flores que brigavam por território vivem em colônias nos Andes

Beija-flores territorialistas formam colônias acima de 3.000 metros no Chimborazo, revelando cooperação como resposta a ambiente extremo

A espécie estudada foi o Chimborazo Hillstar, um beija-flor endêmico do alto dos Andes equatorianos que vive acima de 3.000 metros de altitude
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  • Beija-flores Chimborazo Hillstar, endêmicos dos Andes equatorianos, foram encontrados ninificando em colônias acima de 3.000 metros.
  • A observação foi feita pelo ornitólogo Gustavo Cañas-Valle, em parceria com o biólogo Juan Bouzat, da Bowling Green State University, e o estudo foi publicado na revista Ornithology em março de 2025.
  • Ao contrário do comportamento territorial típico, os ninhos ficam próximos uns dos outros, sugerindo coordenação entre as aves.
  • Os pesquisadores descartaram a falta de espaço, mapeando a área ao redor das colônias e avaliando potenciais abrigos, mas muitos pontos não foram usados.
  • A análise indica que, em ambientes frios de alta altitude, a cooperação pode ser mais vantajosa que a competição, mostrando flexibilidade comportamental na espécie.

Beija-flores que defendem território viram colônias no alto dos Andes. Vertebrados do Chimborazo Hillstar foram observados ninificando acima de 3.000 m, cenário inédito para a espécie. A descoberta coloca em pauta mudanças de comportamento em condições extremas.

O Chimborazo Hillstar, endêmico dos Andes equatorianos, é a espécie estudada. Pesquisadores incluem o ornitólogo Gustavo Cañas-Valle e o biólogo evolutivo Juan Bouzat, da Bowling Green State University. O estudo foi publicado na Ornithology, em março de 2025.

A pesquisa começou após avistagens de ninhos próximos entre indivíduos ao longo de anos. A hipótese inicial era de falta de espaço para a individualidade de cada ave, justificando a formação de colônias.

Para testar, a equipe mapeou a área ao redor das colônias e avaliou possibilidades de ninificação isolada. Estruturas como bueiros e rochas protegidas foram identificadas, mas nem todas eram utilizadas.

Os beija-flores costumam defender alimentação e expulsar intrusos. No Chimborazo, porém, ninhos aparecem próximos entre si, com ocorrências recorrentes ao longo do tempo.

Observações indicam que cerca de 80% das aves deixam o ninho pela manhã na mesma direção, sugerindo coordenação entre indivíduos, não apenas tolerância momentânea.

A altitude elevada impõe pressões de frio, vento e escassez de abrigo. Nesses cenários, a cooperação pode favorecer a sobrevivência e reduzir gastos energéticos.

A leitura científica sugere que a agressividade não é regra rígida. Em condições extremas, a cooperação pode emergir como estratégia eficiente.

O estudo reforça a ideia de que comportamentos considerados fixos podem mudar sob forte pressão ambiental, como no Chimborazo. Mudanças assim ajudam a entender adaptabilidade de beija-flores.

Observações adicionais indicam que o frio noturno, ventos intensos e pouca cobertura vegetal atuam como gatilhos para a convivência entre ninhos.

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