- Rio Branco, capital do Acre, nasceu de um seringal às margens do rio Acre no fim do século XIX, durante o ciclo da borracha.
- A cidade é cortada pelo rio Acre, com pontes conectando as partes da cidade; o passado extrativista é contado no Museu da Borracha e na Casa do Seringueiro.
- No Acre existem cerca de oitocentos geoglifos, grandes figuras geométricas escavadas no solo há mais de mil anos; o geoglifo Jacó Sá fica a cerca de quarenta quilômetros da cidade e foi tombado pelo IPHAN em dois mil e dezoito.
- Chico Mendes, seringueiro e ambientalista assassinado em mil-novecententa-oito, tem o Parque Ambiental Chico Mendes, com Memorial, reaberto no fim de dois mil e vinte e quatro.
- Melhor época para visitar vai de maio a setembro; o Acre fica duas horas atrasado em relação a Brasília; entre outubro e abril é comum chover na região.
Rio Branco, capital do Acre, surgiu de um seringal às margens do rio Acre no final do século 19, impulsionada pelo ciclo da borracha. A cidade é cortada pelo curso d’água e nasceu ligada à floresta que a cerca.
A origem extrativista moldou a identidade local, hoje reconhecida em espaços como o Museu da Borracha e a Casa do Seringueiro, que preservam objetos e fotos dos trabalhadores da mata.
Os geoglifos que mudaram a história da Amazônia
Escondidos na floresta, geoglifos são estruturas escavadas no solo em formas geométricas. Povos pré-colombianos ergueram círculos, quadrados e linhas há mais de mil anos.
No Acre, estima-se a existência de cerca de 800 sítios, a maior concentração do país. O Jacó Sá, a 40 km de Rio Branco, tornou-se o primeiro geoglifo brasileiro tombado como Patrimônio Nacional pelo IPHAN, em 2018.
A memória de Chico Mendes
Chico Mendes, seringueiro e ambientalista assassinado em 1988, tornou-se símbolo mundial da defesa da Amazônia. Em Rio Branco, o Parque Ambiental Chico Mendes ocupa cerca de 53 hectares, com trilhas e memorial dedicado ao líder.
O memorial reaberto no fim de 2024 resgata a vida do líder e a cultura dos povos da região. O parque é gratuito e abriga ainda a área de preservação da floresta.
O que fazer em Rio Branco
Entre os pontos de interesse, destacam-se o Parque Ambiental Chico Mendes, o Museu da Borracha, o Parque da Maternidade, o Palácio Rio Branco e a Catedral de Nazaré. Há passeios de balão para observar geoglifos de cima.
Quem planeja visitar encontra informações sobre o período mais seco, de maio a setembro, com menor volume de chuva. Entre outubro e abril, as chuvas costumam ser intensas na região.
Rio Branco revela uma cidade que une memória da borracha, vestígios arqueológicos e a figura central de Chico Mendes, na essência da Amazônia. A cidade convive com a floresta e convida a explorar seus corredores verdes.
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