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Desperdício de água no Brasil poderia abastecer 77 milhões de pessoas

Desperdício de água no Brasil seria suficiente para abastecer 77 milhões de pessoas, aponta estudo; redução de perdas a 25% economizaria 2,8 bilhões de m³/ano

Entre os 100 municípios mais populosos do Brasil, apenas 12 foram classificados como excelentes por apresentarem índices de perdas na distribuição de até 25% e perdas por ligação de até 216 litros por dia
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  • O volume de água desperdiçada no Brasil seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de pessoas.
  • As perdas, hoje em 39,53%, poderiam cair a 25%, gerando economia de 2,8 bilhões de metros cúbicos por ano, o que daria para atender 17,2 milhões de brasileiros em comunidades vulneráveis por dois anos.
  • Em 2024, a água desperdiçada equivaleria ao consumo diário de cerca de 4,8 mil piscinas olímpicas ou 16,2 milhões de caixas d’água de uma família de cinco pessoas.
  • Regiões: Nordeste foi a que mais piorou entre 2020 e 2024; o Norte registrou melhora. Entre os 100 municípios mais populosos, apenas 12 apresentaram índices excelentes, incluindo Goiânia, Teresina e Campo Grande.
  • Entre as capitais, quatro de 27 tiveram perdas inferiores a 25%: Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina, com média de 39,30% nas capitais.

O desperdício de água no Brasil é alarmante: estudo do Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados aponta que o volume perdido seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de pessoas. O levantamento analisa impactos ambientais, econômicos e sociais da perda de água no país. A pesquisa aponta que o desperdício é maior que o dobro do total de brasileiros sem acesso ao abastecimento, estimado em 33 milhões.

A pesquisa, intitulada Estudo de Perdas de Água 2026, detalha que perdas ocorrem por vazamentos, falhas de medição e consumo não autorizado. Se as perdas caíssem de 39,53% para 25%, haveria economia de 2,8 bilhões de metros cúbicos por ano, suficiente para atender 17,2 milhões de pessoas por dois anos.

Além da economia hídrica, a redução de perdas ampliaria a disponibilidade de recursos para a população sem captação em novos mananciais. Em 2024, as perdas físicas equivaleram ao consumo diário de cerca de 4,8 mil piscinas olímpicas, ou 16,2 milhões de caixas d’água para famílias de cinco pessoas.

Desempenho regional

Entre 2020 e 2024, o Nordeste apresentou a maior piora nas perdas, com alta de 0,46 ponto percentual. O Norte, por sua vez, registrou melhoria, com queda de 1,79 ponto. Entre os 100 municípios mais populosos, 12 foram classificados como excelentes, com perdas na distribuição até 25% e consumo por ligação até 216 litros/dia.

Entre as capitais, quatro cidades atingiram índices de perdas abaixo de 25% (Goiânia, São Paulo, Campo Grande e Teresina), com média entre capitais de 39,30%. O estudo reforça a necessidade de aprimorar a gestão dos sistemas de distribuição para avançar a universalização do saneamento básico.

Sobre o estudo e contexto

O ITB, criado em 2007, tem como objetivo ampliar o saneamento básico e proteger os recursos hídricos no Brasil. O relatório destaca a importância de ações estratégicas para reduzir perdas e melhorar a eficiência do sistema de abastecimento.

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