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Diferenças entre Super El Niño e El Niño comum

Super El Niño eleva o aquecimento do Pacífico em até 2°C, provocando secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul; previsão aponta para 2026

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  • O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial; quando extremo, recebe o rótulo de Super El Niño.
  • No Super El Niño, as águas podem ficar até cerca de 2°C acima da média, com impactos mais intensos no clima global e brasileiro.
  • Para ser considerado El Niño, a temperatura da água precisa ficar pelo menos 0,5°C acima da média por três trimestres consecutivos.
  • No Brasil, Norte e Nordeste tendem a ter menos nuvens e secas severas; Sul pode ter mais chuvas, elevando o risco de inundações e deslizamentos.
  • Meados de 2026 são apontados como possível início de um Super El Niño, levando Santa Catarina a decretar emergência climática e cancelar festas no Vale do Itajaí.

O El Niño é um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Em episódios extremos, o fenômeno recebe o rótulo de Super El Niño, associando-se a impactos climáticos mais intensos, globais e regionais.

A diferença principal está na intensidade: o Super El Niño pode elevar a temperatura da superfície do Pacífico em até aproximadamente 2°C acima da média. O episódio de 2015-2016 ficou conhecido por esse alcance e seus efectos severos.

O aquecimento desmedido dos oceanos costuma ocorrer quando ventos alísios perdem força ou mudam de direção, permitindo que água quente se espalhe para o leste. A confirmação ocorre quando a temperatura fica 0,5°C acima da média por três trimestres consecutivos.

Impactos no Brasil

No Norte e Nordeste, o fenômeno tende a reduzir a formação de nuvens, gerando secas intensas, aridez na Amazônia e maior risco de estiagem prolongada e queimadas. Especula-se que áreas já enfrentem agravamento de incêndios.

Na Região Sul, o efeito é inverso: chove mais e com maior frequência, elevando o risco de inundações, deslizamentos e danos a infraestrutura. A previsão de novos efeitos a partir de meados de 2026 já motiva ações de governos locais.

Em Santa Catarina, decreto de emergência climática foi emitido, citando previsões de eventos extremos. Houve ainda cancelamento de festas tradicionais no Vale do Itajaí por razões de segurança. Obs: autoridades asseguram monitoramento contínuo.

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