- Um estudo avaliou o aplicativo EpiWatch, criado para o Apple Watch, que monitora crises epilépticas tônico-clônicas.
- Em ambiente hospitalar, foram observadas quarenta e sete crises, e o app detectou quarenta e seis, uma taxa de identificação de cerca de noventa e oito por cento.
- Todas as crises que ocorreram durante o sono foram identificadas, com alertas enviados aos cuidadores em média trinta segundos após o início.
- Os pesquisadores destacam que o aplicativo não substitui consultas médicas, exames, medicamentos ou acompanhamento especializado, nem substitui a gestão clínica da epilepsia.
- O estudo, que avaliou o EpiWatch usando o Apple Watch, recomenda novas pesquisas para confirmar os resultados na rotina diária, fora do ambiente hospitalar.
O estudo avaliou o aplicativo EpiWatch, desenvolvido para o Apple Watch, para detectar crises epilépticas tônico-clônicas. O objetivo foi reduzir o risco de não identificar crises quando a pessoa está sozinha, especialmente durante o sono. A pesquisa ocorreu em unidades hospitalares com monitoramento contínuo.
Participaram crianças e adultos com histórico de crises tônico-clônicas. O app utiliza sensores do relógio para monitorar movimentos e sinais fisiológicos, enviando alertas a familiares ou cuidadores cadastrados, sem exigir dispositivos adicionais.
Resultados do estudo
Ao longo do estudo foram registradas 47 crises; o aplicativo detectou 46, alcançando aproximadamente 98% de taxa de identificação. Falsos alarmes ocorreram em média um a cada 12 dias de monitoramento.
As crises ocorridas durante o sono também foram identificadas integralmente, com alertas chegando em média 30 segundos após o início.
Limitações e próximos passos
Os autores ressaltam que o EpiWatch não substitui consultas médicas, exames ou tratamento. O estudo ocorreu em ambiente hospitalar, com supervisão contínua, sendo necessário aferir resultados na rotina diária.
Ainda assim, a pesquisa indica que dispositivos vestíveis podem oferecer camada extra de segurança para pessoas em risco de crises tônico-clônicas. O artigo foi publicado na Neurology Open Access.
Entre na conversa da comunidade