- Frio pode aumentar até 30% os infartos e 20% os AVCs, segundo dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).
- O frio faz os vasos se contraírem (vasoconstrição) para manter a temperatura, o que eleva a pressão arterial e força o coração.
- A água no sangue fica mais espessa com desidratação e o ar frio aumenta a coagulação, elevando o risco de coágulos e de rompimento de placas.
- Pessoas com mais de 65 anos e quem tem hipertensão, diabetes, obesidade ou doenças nas artérias estão entre os grupos de maior risco, principalmente quando a temperatura média fica abaixo de 14ºC.
- Para reduzir o risco, recomenda-se controlar a pressão, tomar medicações, vacinar-se contra a gripe, manter hidratação, aquecer antes de atividades físicas e vestir roupas em camadas.
O frio aumenta o risco de eventos cardiovasculares. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia apontam que temperaturas baixas elevam em até 30% a incidência de infartos e em 20% a de AVC. O estudo analisa impactos do clima na circulação.
A vasoconstrição causada pela queda de temperatura faz o sangue circular por vasos mais estreitos. O organismo aumenta a produção de catecolaminas para conservar calor, o que eleva a pressão arterial e força o coração.
A desidratação decorrente da menor ingestão de líquidos e o ar frio nas vias respiratórias estimulam coagulação e inflamação. Esses fatores, somados a infecções como a gripe, podem favorecer a ruptura de placas e desencadear infarto ou AVC.
Efeito do frio nos vasos
Quando a temperatura média fica abaixo de 14ºC, a probabilidade de complicações cardíacas aumenta. O aumento da viscosidade do sangue também eleva o risco de coágulos, especialmente em indivíduos com fatores de risco.
Idosos com mais de 65 anos, hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de problemas nas artérias estão entre os grupos mais vulneráveis. Esses fatores ampliam a probabilidade de eventos graves durante ondas de frio.
Estudos destacam que a combinação de vasoconstrição, maior pressão arterial e inflamação cria um terreno propício para isquemia e danos cardíacos. A prevenção passa pela vigilância clínica e adoção de hábitos adequados.
Quem corre mais risco
Pessoas com comorbidades já existentes precisam manter controle rígido da pressão arterial. A adesão a medicações permanece essencial para reduzir complicações em tempos frios.
A vacinação contra gripe é recomendada para reduzir quadros inflamatórios que podem agravar condições cardíacas. A adesão a uma hidratação adequada também é fundamental.
Como se proteger
Especialistas orientam aquecer o corpo com roupas em camadas e aquecimento prévio antes de atividades físicas ao ar livre. Manter hidratação regular e evitar mudanças bruscas de ambiente ajudam a reduzir o choque térmico.
Praticar atividade física com orientação médica, monitorar a pressão arterial e seguir as indicações de tratamento potencializam a prevenção. A informação médica correta é essencial para evitar surpresas durante o inverno.
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