- Primeiro estudo, análise retrospectiva com 110 mil mulheres de 45 a 80 anos, mostrou que quem usou GLP‑1 teve 30% menos chance de desenvolver câncer de mama do que quem não utilizou.
- Segundo estudo com 27 mil pacientes com câncer de mama indicou que acrescentar GLP‑1 ao tratamento padrão reduziu em 30% o risco de morte.
- Terceiro estudo com 12 mil pacientes com câncer de mama, pulmão, intestino ou fígado encontrou queda entre 38% e 50% na probabilidade de a doença evoluir para estágio quatro.
- Resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em chicago.
- GLP‑1 é uma classe de fármacos que imita o hormônio glucagon‑like peptide‑1, usados para controle de peso e agora estudados por potenciais efeitos contra o câncer.
Os fármacos para emagrecimento podem reduzir em até 30% o risco de desenvolver ou morrer por câncer, segundo estudos apresentados na maior conferência de oncologia do mundo. Os resultados indicam potencial papel preventivo e terapêutico.
As pesquisas foram divulgadas durante o encontro anual da American Society of Clinical Oncology, em Chicago. As análises envolvem pacientes expostos a medicamentos GLP-1, usados para controle de peso e, originalmente, para diabetes tipo 2.
Amostra e principais achados
A primeira pesquisa avaliou 110 mil mulheres com idades entre 45 e 80 anos. Aqueles que usaram GLP-1 mostraram 30% menos chance de desenvolver câncer de mama, em comparação com não usuários. Os dados são observacionais.
O segundo estudo envolveu 27 mil pacientes com câncer de mama. Ao adicionar fármacos para emagrecimento ao tratamento padrão, houve queda de 30% no risco de óbito por câncer.
O terceiro estudo incluiu 12 mil pacientes com câncer de mama, pulmão, intestino ou fígado. Usuários de GLP-1 apresentaram redução de 38% a 50% na probabilidade de progressão para estágios avançados da doença.
Sobre os fármacos e o que envolve
Os GLP-1 são agonistas que imitam um hormônio natural que regula glicose e apetite. Originalmente voltados ao tratamento da diabetes tipo 2, hoje são amplamente usados para controle de peso. A eficácia é reconhecida, mas os efeitos sobre o câncer exigem estudo adicional.
Médicos envolvidos ressaltam que a relação entre perda de peso e redução de risco oncológico ainda não está totalmente definida. Pesquisas futuras devem esclarecer se os benefícios decorrem principalmente da perda de peso ou de efeitos diretos dos fármacos.
Perspectivas e limitações
Especialistas que participaram do debate destacam o interesse em explorar novos usos desses medicamentos no contexto oncológico. Contudo, outras análises são necessárias para confirmar a associação observada e entender mecanismos.
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