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Nova plataforma australiana transforma imagens da vida selvagem em ação

Plataforma WildObs usa IA para processar milhões de imagens de armadilhas na Austrália, acelerando identificação de espécies e ações de conservação

Banner image: A purebred dingo caught on camera trap on K’gari, the world’s largest sand island. Image by Zachary Amir/University of Queensland.
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  • A plataforma WildObs (Observatório de Vida Selvagem da Austrália) usa IA e visão computacional para acelerar o processamento de milhões de imagens de armadilhas fotográficas na Austrália.
  • O projeto é desenvolvido pela Universidade de Queensland, com apoio da Australian Research Data Commons, Queensland Cyber Infrastructure Foundation e da Terrestrial Ecosystem Research Network.
  • O objetivo é coletar, armazenar e compartilhar dados em escala, fortalecendo a colaboração entre cientistas, governos e grupos ambientais para monitorar biodiversidade, espécies invasoras e prioridades de conservação.
  • Os modelos da plataforma foram treinados para identificar centenas de espécies presentes na Austrália, com velocidade de processamento até dez vezes maior que a análise manual.
  • Expert em captura de câmeras de estudo, ainda que não envolvido no projeto, destacou a importância de uma infraestrutura que reduza silos entre organizações e promova compartilhamento de dados.

O Wildlife Observatory of Australia (WildObs) chega à Austrália como plataforma nacional para transformar imagens de armadilias em ação. O projeto usa IA e visão computacional para acelerar o processamento de milhões de registros capturados no país.

Desenvolvido por pesquisadores da University of Queensland (UQ), o WildObs recebe suporte da Australian Research Data Commons, da Queensland Cyber Infrastructure Foundation e da Terrestrial Ecosystem Research Network. A iniciativa visa coletar, armazenar e compartilhar dados em grande escala.

Otimizar o processamento de imagens evita desperdício de tempo, dinheiro e poder computacional, segundo o UQ. A plataforma permite identificar rapidamente espécies presentes, monitorar tendências de biodiversidade e prioridades de conservação.

Para uso, usuários carregam imagens que ficam armazenadas na nuvem e passam pelas modelos treinados, específicos para fauna e ambientes australianos. A ferramenta promete detectar centenas de espécies 10 vezes mais rápido que a avaliação humana.

A abordagem visa melhorar a proteção de espécies ameaçadas, orientar investimentos em conservação e ampliar a qualidade de relatórios ambientais, afirma a equipe da UQ em comunicado.

Especialistas externos destacam o potencial da infraestrutura para reduzir silos entre instituições. Pesquisadores de Yale e NC State ressaltam que dados australianos costumam ficar isolados, dificultando comparações globais.

Entre ganhos indiretos, a plataforma pode mapear dados de armadilhas pelo país, fortalecendo comparações internacionais e abrindo espaço para pesquisas colaborativas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

A iniciativa valoriza a colaboração entre cientistas, governos e organizações ambientais, com o objetivo de ampliar a transparência e a disponibilidade de informações sobre fauna australiana.

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