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Nova vacina avança no combate ao melanoma

Vacina de RNA mensageiro personalizada, em combinação com pembrolizumabe, reduz quarenta e nove por cento o risco de recorrência ou morte e diminui sessenta e nove por cento a metastização

A nova medicação foi desenvolvida para ser aplicada pela via intramuscular e utiliza moléculas de mRNA em sua composição - (crédito: Imagem de Freepik)
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  • Vacina personalizada de RNA mensageiro, chamada intismeran, combinada à imunoterapia pembrolizumabe reduziu em 49% o risco de recorrência da doença ou de morte em melanoma após remoção cirúrgica, segundo o estudo Keynote-942.
  • No acompanhamento de cinco anos, 68,8% dos pacientes com a combinação estavam sem sinais da doença, frente a 49,1% no grupo apenas com imunoterapia.
  • A associação reduziu em 59% a probabilidade de metástase e mostrou taxa de sobrevida global de 92,2% no grupo da vacina, versus 71,3% apenas com pembrolizumabe.
  • Participaram 157 pacientes recrutados entre 2019 e 2021 em centros dos Estados Unidos e da Austrália; 107 receberam a combinação e 50 apenas imunoterapia.
  • Estudos indicam efeitos adversos controláveis, com fadiga, dor no local da aplicação e calafrios; pesquisa apresentada na reunião da American Society of Clinical Oncology, em 2026.

Uma vacina personalizada de RNA mensageiro chamada intismeran, associada à imunoterapia pembrolizumabe, mostrou melhoria na sobrevida e redução do risco de retorno da doença em melanoma. O estudo foi apresentado no ASCO 2026 e liderado por NYU Langone Health e Perlmutter Cancer Center, nos EUA.

A pesquisa avaliou 107 pacientes com melanoma de alto risco, após cirurgia de remoção do tumor, recebendo a combinação. O grupo de controle teve 50 pacientes que receberam apenas pembrolizumabe. Os dados são da fase 2b Keynote-942, publicado na Journal of Clinical Oncology.

Ao fim de cinco anos, 68,8% dos pacientes com a combinação estavam sem sinais da doença, contra 49,1% no grupo apenas com imunoterapia. A combinação reduziu em 59% a probabilidade de metástase. A taxa de sobrevivência global foi de 92,2% versus 71,3%.

Os participantes foram recrutados entre 2019 e 2021 em centros dos Estados Unidos e da Austrália. Sete pacientes de cada grupo morreram até o quinto ano, principalmente pela progressão da doença. Efeitos adversos foram considerados controláveis, incluindo fadiga, dor no local da aplicação e calafrios.

O estudo expõe que a vacinação personalizada atua treinando o sistema imune para reconhecer estruturas tumorais remanescentes. A técnica identifica 34 neoantígenos, proteínas anormais únicas de cada tumor, para orientar as células T na destruição das células cancerosas.

O pembrolizumabe funciona ao bloquear o receptor PD-1, tornando as células tumorais mais visíveis ao sistema imune. A expectativa é que a combinação intensifique a resposta imune e reduza novas manifestações da doença.

Especialistas destacam a personalização como fator-chave. A abordagem usa proteínas específicas de cada tumor, o que dificulta a produção em escala, mas potencializa os benefícios para cada paciente. Pesquisadores ressaltam que os resultados, embora promissores, precisam de confirmação em estudos de fase 3.

Além do melanoma, o uso de vacinas de mRNA em combinação com imunoterapia é investigado para prevenir recorrência de câncer de pulmão e outras neoplasias. Um estudo de fase 3 está em andamento para ampliar a amostra e confirmar eficácia.

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