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Novo fármaco dobra sobrevida em câncer de pâncreas avançado

Daraxonrasib dobra a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas avançado; tratamento oral avança para avaliação da FDA após estudo de fase três

Ao contrário da quimioterapia administrada por via intravenosa, o daraxonrasib é tomado por via oral, uma vez ao dia
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  • Em ASCO 2026, o daraxonrasib mostrou resultados promissores em pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático, comparado à quimioterapia.
  • No estudo de fase três com 500 pacientes, média de sobrevida foi de 13,2 meses no grupo tratado com daraxonrasib versus 6,7 meses no grupo com quimioterapia.
  • O medicamento é administrado por via oral, ao contrário da terapia intravenosa.
  • Em termos de segurança, 43,6% apresentaram eventos adversos graves com daraxonrasib, ante 57,5% na quimioterapia; interrupção por toxicidade foi de 1,2% versus 11,2%.
  • Os dados foram submetidos à Food and Drug Administration (FDA) para avaliação de aprovação; pesquisas atuais buscam uso em estágios iniciais e em combinações com imunoterapia, além de outros tumores com mutações em RAS.

O daraxonrasib apresentou resultados promissores em pacientes com câncer de pâncreas avançado, divulgados no ASCO 2026 e já submetidos à FDA. O estudo de fase 3 comparou o inibidor multisseletivo com a quimioterapia convencional, em 500 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático.

Entre os participantes, 248 tratados com daraxonrasib tiveram sobrevida média de 13,2 meses, ante 6,7 meses no grupo que recebeu quimioterapia. O fármaco é administrado por via oral, diferentemente da terapia intravenosa tradicional.

O desenho do estudo reforça a atuação do medicamento em tumores com mutações em KRAS, alvo antes considerado inalcançável. O daraxonrasib ataca várias formas mutadas na forma ativa, mantendo a inibição da sinalização mesmo em doença metastática resistente à quimioterapia.

Segurança e próximos passos

Os dados de segurança destacam menor incidência de eventos adversos graves com daraxonrasib: 43,6% versus 57,5% na quimioterapia. A interrupção por toxicidade foi de 1,2% frente 11,2%.

A equipe responsável deverá submeter o conjunto de dados do RASolute 302 à FDA para avaliação de aprovação. Pesquisas futuras incluem combinações com imunoterapia e aplicações em estágios iniciais, além de outros tumores com mutações em RAS.

Situação no Brasil

Especialista do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica lembra que o daraxonrasib não é uma cura. O efeito esperado é abrir uma nova linha terapêutica para doença com progressos limitados.

Sobre disponibilidade no país, ainda não há definição regulatória. Médicos não indicam importação fora de protocola, aguardando diretrizes oficiais e aprovações para uso clínico.

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