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Pesca e pesquisa climática sofreriam impactos no orçamento proposto de Trump

Nova proposta orçamentária de Trump amplia cortes à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, prejudicando pesquisas climáticas, dados pesqueiros e previsão

Harbor seals
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  • O governo dos EUA propõe cortes profundos no NOAA para o ano fiscal de 2027, incluindo eliminação ou redução de dezenas de programas de pesquisa climática e pesca, com pelo menos 1,1 bilhão de dólares a menos (aproximadamente 18% do orçamento) e mais de mil vagas potencialmente extintas.

  • Um dos impactos citados é o cancelamento de três dos cinco instrumentos de um programa de satélites geostacionários, que monitorariam poluentes, raios para previsão de furacões e cor do oceano para detectar eventos como blooms de algas e salinidade.

  • Especialistas afirmam que os atrasos na liberação de recursos e os cortes de pessoal prejudicam pesquisas, gather de dados e a gestão de estoques pesqueiros, ameaçando a continuidade de séries temporais e a qualidade de informações.

  • Dados de 2023 mostram que a atividade pesqueira nos EUA gerou US$ 319 bilhões em faturamento e sustentou quase 2,1 milhões de empregos; cortes podem enfraquecer ciência, fiscalização e proteção de habitats, impactando economias costeiras.

O orçamento proposto pelo governo dos EUA para 2027 prevê cortes significativos na NOAA, agência responsável por previsões do tempo, monitoramento climático e gestão de pescas. A medida afeta programas de pesquisa climática e de oceanos, além de salários e operações.

Entre os impactos, estão demissões e redução de programas da NOAA Fisheries, que coordena a gestão de mais de 500 estoques pesqueiros. Os cortes também atingem pesquisas climáticas e de previsão meteorológica ligadas ao NOAA Research e ao Office of Oceanic and Atmospheric Research.

No local, o NOAA enfrenta atrasos no repasse de recursos. Embora o Escritório de Gestão e Orçamento afirme que os repasses são feitos de forma oportuna, fontes destacam que o dinheiro tem chegado aos poucos, prejudicando trabalhos de campo e séries temporais de dados.

Na prática, a proposta de 2027 prevê queda de aproximadamente 1,1 bilhão de dólares no total de 6,1 bilhões de orçamento da NOAA, o equivalente a 18%. Se aprovada, mais de 1.000 posições poderiam ser eliminadas, aumentando a preocupação com a continuidade de pesquisas e monitoramentos.

O impacto é observado em áreas como gestão de pesca, levantamento de dados de stock e monitoramento de habitat. Analistas apontam que tais reduções podem atrasar regulações, afetar a conservação de espécies e prejudicar a economia de comunidades costeiras.

Entre os especialistas, há oposição às mudanças. Um ex-funcionário da NOAA disse que cortes nas áreas de pesca deixariam equipes reduzidas e prejudicariam avanços de décadas na gestão sustentável. Outros ressaltam a importância de manter ou ampliar verbas para a fiscalização e ciência oceânica.

O governo também sugere transferir funções de proteção de espécies a outra agência, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem, o que especialistas afirmam afastar o manejo oceanográfico da prática regulatória. Analistas destacam riscos de fragmentação institucional.

Especialistas ouvidos ressaltam que a relevância de dados oceânicos, habitats e vida marinha permanece alta, especialmente para pesca comercial, turismo e segurança alimentar. Em 2023, a atividade pesqueira dos EUA gerou bilhões em receitas e empregos.

A administração afirma que parte dos recursos é mantida para áreas estratégicas, como monitoramento de ecossistemas e regularização de atividades de exploração de recursos marinhos. A NOAA não comentou as informações enviadas pela reportagem.

Contexto orçamentário e respostas

O orçamento FY2027 é, na prática, uma recomendação. O Congresso precisa aprovar leis de gasto antes de tornar as medidas efetivas, o que costuma levar meses. Caso o Parlamento rejeite as propostas, o processo pode se arrastar e gerar disputas judiciais.

A Casa Branca não concedeu respostas formais sobre as mudanças. A NOAA destacou que o funcionamento contínuo depende de aprovações legislativas, sem emitir um posicionamento definitivo sobre as novas medidas.

Organizações ambientais e a indústria pesqueira manifestam preocupações. Oito pessoas ouvidas sinalizam que cortes podem comprometer dados, fiscalização e conservação de estoques, além de prejudicar comunidades que dependem da pesca.

A Open da natureza de dados, pesquisa e conservação é citada como fundamental por defensores. Eles argumentam que, sem ciência robusta, é difícil manter stock estável, proteger habitats e sustentar empregos locais.

A Reuters e outras fontes independentes acompanham a discussão sobre os rumos da NOAA e o papel da pesquisa climática na formulação de políticas públicas.

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