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Pesquisadores buscam índice para traduzir estresse ambiental

Recife recebe projeto que traduz estresse ambiental pela biologia de espécies urbanas, mirando índice de resiliência metabólica de zero a cem

Marrecos irerê (Dendrocygna viduata), uma espécie de ave aquática comum no Brasil. — Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • Pesquisadores em Recife, Pernambuco, vão criar um índice para traduzir o estresse ambiental usando inteligência artificial.
  • O projeto, batizado de Apeiron, vai monitorar respostas metabólicas de espécies urbanas como morcegos, ostras, abelhas e aroeiras para interpretar o ambiente.
  • Serão comparados dados de áreas urbanas com áreas de proteção, como a Reserva Ambiental de Saltinho e a Área de Proteção Ambiental de Guadalupe.
  • O objetivo é desenvolver o Índice de Resiliência Metabólica (IRM), uma escala de zero a cem para medir o esforço de sobrevivência dos organismos diante do ambiente.
  • Os primeiros testes começam até novembro, em Recife, sob a coordenação do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).

O projeto, que começa em Recife, busca traduzir sinais da natureza usando IA para entender o estresse ambiental. Pesquisadores pretendem montar um índice que traduza a comunicação entre seres vivos e o ambiente urbano. A ideia é criar um tradutor digital da natureza.

A iniciativa reúne dados de morcegos, ostras, aroeiras e abelhas em Recife e em áreas menos influenciadas pela atividade humana, como a Reserva Ambiental de Saltinho e a APA de Guadalupe, no litoral sul de Pernambuco. Os registros serão comparados para identificar padrões.

Artur Maia, biólogo da UFPE, explica que cada organismo expressa respostas metabólicas distintas diante do estresse. Ostras tendem a abrir menos em condições adversas, reduzindo a filtragem para evitar toxinas. O estudo busca traduzir esse comportamento.

Índice de Resiliência Metabólica

O objetivo é consolidar as respostas metabólicas em um índice que avalie a resiliência de cada lugar. O IRM funcionaria como uma espécie de IDH ambiental, com uma escala de 0 a 100. A ideia é medir o quanto o ambiente exige esforço dos seres vivos para se manter.

O projeto recebeu o nome Apeiron, termo grego que significa ilimitado. Os primeiros testes devem ocorrer até novembro, em Recife, sob coordenação do CESAR. A expectativa é padronizar as leituras para ações urbanas.

O pesquisador acrescenta que observar o metabolismo humanocego pode orientar o planejamento urbano. A partir dos dados, cidades poderiam adaptar políticas públicas para diferentes áreas, reconhecendo particularidades locais.

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