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Pílula contra câncer atinge feito considerado impossível; médicos emocionados

Daraxonrasib em fase 3 dobra a sobrevida no câncer de pâncreas metastático na segunda linha, com toxicidade reduzida e potencial novo padrão terapêutico

Daraxonrasib é um antineoplásico oral — Foto: Adobestock
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  • Na sessão plenária da American Society of Clinical Oncology, os dados finais do estudo RASolute 302 foram apresentados em 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático em segunda linha.
  • Os pacientes receberam daraxonrasib ou quimioterapia convencional, em ensaio clínico randomizado de fase 3, com resultados finais e sem análises pendentes.
  • Sobrevida mediana: 13,2 meses com o comprimido versus 6,6 meses com quimioterapia; o risco de morte caiu 60%.
  • Tempo até o crescimento da doença: 7,3 meses com o comprimido contra 3,5 meses com quimioterapia; redução objetiva da doença em 31% versus 11,2%.
  • Interrupção por efeitos colaterais foi de 1,2% no grupo que tomou daraxonrasib, frente a 11,2% no grupo quimioterapia; conclusão: daraxonrasib deve tornar-se novo padrão de tratamento em segunda linha para câncer de pâncreas metastático.

A sessão plenária da American Society of Clinical Oncology (ASCO), em Chicago, apresentou os resultados finais do estudo RASolute 302 sobre daraxonrasib no câncer de pâncreas metastático. O evento reuniu cerca de 50 mil especialistas, que aguardavam dados de fase 3 para confirmar os sinais de benefício observados anteriormente. A plateia aplaudiu de pé e houve emoção entre médicos presentes.

O estudo foi randomizado e objetivo: 500 pacientes foram distribuídos entre o comprimido diário e a quimioterapia convencional. O desenho busca eliminar vieses e confirmar se o daraxonrasib pode substituir o tratamento padrão na segunda linha. Não houve análises pendentes ao apresentar os resultados finais.

Resultados do estudo

Para pacientes com a mutação RAS G12, a sobrevida mediana ficou em 13,2 meses versus 6,6 meses; houve redução de 60% no risco de morte. O tempo até a progressão da doença também dobrou, passando de 3,5 para 7,3 meses. O grupo total teve padrões semelhantes.

Mais de 31% dos pacientes que tomaram o comprimido apresentaram redução mensurável do tumor, frente a 11,2% no grupo da quimioterapia. A interrupção por efeitos colaterais ocorreu em 1,2% do grupo que utilizou o daraxonrasib, contra 11,2% no grupo quimioterápico.

O estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology, recomenda que o daraxonrasib seja considerado o novo padrão de tratamento para câncer de pâncreas metastático em segunda linha, com toxicidade manejável segundo os relatos dos pesquisadores.

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