- A Iniciativa de Observatórios oceânicos (Ocean Observatories Initiative, OOI), avaliada em 368 milhões de dólares, terá seu escopo reduzir para retirar toda a infraestrutura em água de sítios costeiros e do Mar Irminger, entre outros.
- O anúncio, feito pela National Science Foundation (NSF) em 21 de maio, aponta o desdobramento da ooi e recusa recursos de áreas no litoral da Carolina do Norte, Oregon, Washington, Alaska e do Mar Irminger.
- A decisão ocorre dias depois da exoneração de todos os membros da diretoria independente da NSF e será implementada em fases ao longo de cerca de 15 meses, com fim de fluxos de dados em cada array conforme a infraestrutura for sendo retirada.
- Críticos, incluindo senadores democratas, afirmam que a medida é inadequada e pode custar mais aos contribuintes, além de reduzir dados cruciais sobre oceano, clima e ecossistemas marinhos.
- Cientistas ressaltam que o OOI forneceu dados avançados por mais de uma década sobre circulação oceânica, produção biológica e sequestramento de carbono, e que a reconstrução de uma rede similar no futuro seria complexa.
O governo dos Estados Unidos iniciou o desmonte de uma rede de observação oceânica no valor de 368 milhões de dólares, conhecida como Ocean Observatories Initiative (OOI). A medida, anunciada pela National Science Foundation (NSF) em 21 de maio, prevê retirar toda a infraestrutura subaquática de sítios na costa de quatro estados e no Irminger Sea. A decisão ocorre dias após a exoneração de todos os integrantes do conselho independente da fundação.
A OOI é uma rede com mais de 900 instrumentos que coletam dados sobre a saúde dos oceanos, padrões de correntes, variabilidade climática e biodiversidade marinha. A NSF descreve o processo de descritoração como uma recuperação faseada da infraestrutura ao longo de aproximadamente 15 meses, encerrando gradualmente as transmissões de dados em diferentes sítios.
A ação envolve locais nas costas da Carolina do Norte, Oregon, Washington e Alasca, além do Irminger Sea, entre Groenlândia e Islândia. A retirada gradual das plataformas e equipamentos encerra mais de uma década de monitoramento contínuo, iniciado quando a rede ficou operacional em junho de 2016.
Entre os impactos apontados, especialistas señalam a importância dos dados para entender processos como circulação oceânica e aceleração de mudanças climáticas. A rede forneceu informações sobre produção biológica, sequestramento de carbono e dinâmica de ecossistemas marinhos, além de contribuir para estudos sobre a Atlantic Meridional Overturning Circulation.
Pesquisadores destacam que a descontinuidade pode criar lacunas na capacidade de monitoramento, dificultando o avanço de pesquisas e o planejamento de estratégias de adaptação climática. A equipe de Edson, principal investigador da OOI, informou que a recuperação das estruturas envolve a interrupção dos fluxos de dados em cada arranjo conforme a infraestrutura for sendo retirada.
Cientistas ressaltam que reconstruir uma rede como a OOI no futuro será um esforço complexo, requerendo equipes com conhecimento técnico específico. A descontinuidade é vista como parte de um conjunto de ações associadas a uma mudança mais ampla na política científica do governo, com o avanço de outras prioridades como mineração em alto-mar e mudanças regulatórias na pesca.
A NSF afirmou, em nota, que a decisão não encerra a OOI, mas a realinha com uma estratégia de maior flexibilidade para apoiar prioridades científicas emergentes e tecnologias novas, mantendo gestão inteligente do ciclo de vida da infraestrutura de pesquisa. Fontes reservadas indicam que o objetivo é reduzir custos sem abandonar completamente o tipo de dados fornecidos pela rede.
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