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Ranúnculo italiano ganha espaço no mercado brasileiro

Genética italiana garante produção exclusiva no sul de Minas, ampliando a oferta sazonal de ranúnculos e fortalecendo a cadeia produtiva local

Foto: Cooperativa Cooperflora / DINO
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  • Ranúnculo italiano, com genética da italiana Biancheri Creazioni, entra no mercado brasileiro pela Cooperflora (Jaguariúna, SP) e tem produção concentrada no sul de Minas Gerais (Andradas e Munhoz) em altitudes entre 1.200 e 1.600 metros, sob contrato exclusivo desde 2018.
  • O cultivo no Brasil utiliza cormos importados, que passam por reidratação e quebra de dormência em câmaras frias; o material é classificado como de alto risco fitossanitário pelo Ministério da Agricultura e precisa de fornecedor habilitado.
  • O ciclo até a primeira colheita dura cerca de 14 semanas, com manejo em microclimas de altitude para pétalas densas e cores intensas.
  • A produção ocorre entre maio e setembro, buscando padronização de qualidade entre sete produtores cooperados da Cooperflora, para atender ao atacado com consistência estética e de durabilidade.
  • O objetivo é proteger o mercado brasileiro, ampliar a presença do ranúnculo no país de forma sustentável e lucrativa para produtores, cooperativa e a breeder italiana.

O ranúnculo italiano começa a ganhar espaço no mercado brasileiro. Com genética importada de Sanremo e cultivo em altitudes de até 1.600 metros no sul de Minas, a flor chega por meio de uma cadeia restrita de produtores. O ciclo produtivo ocorre entre maio e setembro.

A genética pertence à italiana Biancheri Creazioni, considerada a maior breeder de ranúnculos, enquanto a produção fica sob exclusividade da Cooperflora, cooperativa de Jaguariúna, em operação desde 2018. O foco é aAlta qualidade em regiões de alta altitude.

Engenharia genética

Na Europa, a Biancheri desenvolve o melhoramento genético para maior durabilidade, hastes firmes e paleta de cores alinhada a tendências globais. No Brasil, os cormos — estruturas subterrâneas de reserva — chegam sob controle alfandegário e fitossanitário.

A importação de cormos é classificada como material propagativo de alto risco pelo Mapa. A cooperação entre fornecedor habilitado e Cooperflora garante que o material respeite protocolos técnicos e sanitários, assegurando a qualidade ao plantio.

Após reidratação e quebra de dormência em câmaras frias, o ciclo de cultivo segue com cerca de 14 semanas até a primeira colheita. O manejo é realizado com técnicas para favorecer densidade das pétalas e resistência das hastes.

Manejo agrícola e geografia

As lavouras ficam em Andradas e Munhoz, sul de Minas, em áreas de relevo acidentado e altitudes entre 1.200 e 1.600 metros. Clima ameno diurno e noites frias favorecem a maturação equilibrada.

Produtores locais, como Tomonori Takaha do Sítio Planalto Flores, destacam a necessidade de constante aperfeiçoamento técnico. A Itália é referência para ajustes nutricionais aplicados em estufas nas madrugadas frias.

Sete famílias de agricultores integram a Cooperflora, com propriedades que visam padronização de colheita e qualidade estética. A troca de informações diárias entre produtores facilita a consolidação da cultura no país.

Contexto de mercado

O ranúnculo é reconhecido pela curta janela de disponibilidade e pela utilidade em decoração, arte floral e ambientes sofisticados. A produção nacional reduz dependência de importação e aumenta frescor e vida útil do produto na ponta de venda.

A exclusividade genética protege o valor da cultura, evitando saturação do mercado e apoiando a sustentabilidade dos produtores envolvidos. A expectativa é ampliar a presença do ranúnculo brasileiro de forma sustentável e lucrativa.

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