- Senado celebra 50 anos do Teste do Pezinho e destaca o diagnóstico precoce como legado, com o exame gratuito e obrigatório pelo SUS.
- A sessão no Plenário foi conduzida por Mara Gabrilli (PSD-SP) e também homenageou os 65 anos do Instituto Jô Clemente.
- A Lei 14.154, de 2021, prevê a ampliação gradual das doenças rastreadas, saindo de seis para cerca de cinquenta.
- A cobertura varia por estado; Minas Gerais, por exemplo, informa que o teste abrange sessenta doenças. O governo federal planeja ampliar a oferta nos próximos anos.
- Autoridades ressaltaram a importância do teste para proteger crianças, inclusive indígenas, permitindo tratamento no tempo certo.
O Senado realizou uma homenagem aos 50 anos do Teste do Pezinho, destacando o papel do diagnóstico precoce na prevenção de sequelas graves em doenças raras e genéticas. O evento ocorreu no Plenário, com foco na importância do exame para crianças, famílias e o sistema de saúde.
A sessão foi aberta por meio de requerimento da senadora Mara Gabrilli, e reconheceu o teste como gratuito e obrigatório pelo SUS, além de sua função transformadora na vida de pacientes. O encontro destacou ainda a continuidade de ações públicas para ampliar a triagem neonatal.
Instituto Jô Clemente
A homenagem também celebrou os 65 anos do Instituto Jô Clemente, instituição de referência em saúde, inclusão e direitos de pessoas com deficiência intelectual, TEA e doenças raras. Mara Gabrilli ressaltou a contribuição da entidade para a implantação do Teste do Pezinho no Brasil e para a política de prevenção em saúde.
O presidente voluntário do instituto, Michel Brull, enfatizou a defesa da inclusão e autonomia. A superintendente-geral Daniela Mendes ressaltou que o exame representa a oportunidade de tratamento antes do surgimento de sequelas, destacando a importância do tempo na intervenção.
Crianças indígenas
A senadora Damares Alves destacou a relevância da triagem neonatal para a proteção de crianças indígenas em situação de vulnerabilidade, ressaltando o papel do Teste do Pezinho na sua proteção e garantia de acesso a serviços.
Ampliação da cobertura
Participantes reforçaram a Lei 14.154/2021, que prevê a expansão gradual da lista de doenças rastreadas, aumentando de 6 para cerca de 50 condições. Daniela Mendes pediu agilidade na implementação das novas etapas para beneficiar todos os bebês.
Representante do Ministério da Saúde, Natan Monsores de Sá, reconheceu desafios tecnológicos e estruturais, mas informou que há planejamento para ampliar a cobertura nos próximos anos. O objetivo é oferecer a triagem neonatal de forma abrangente a toda a população brasileira.
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