- São Paulo confirma o 10º caso de febre amarela em 2026; seis pacientes evoluíram para óbito no estado.
- O caso de Lençóis Paulista foi de um homem de 54 anos, sem histórico de vacinação, que faleceu em decorrência da doença.
- No Vale do Paraíba, são oito casos com cinco mortes; na região de Sorocaba houve um caso, com recuperação do paciente.
- O governo reforçou a campanha de vacinação, com doses gratuitas disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde, para viajantes e moradores de áreas com circulação do vírus.
- A febre amarela é transmitida por mosquitos; a vacina é disponibilizada gratuitamente e tem cronograma de vacinação recomendado pela pasta da saúde.
A SES-SP confirmou o 10º caso de febre amarela em humanos em 2026, com seis óbitos até o momento. O anúncio ocorre em meio a campanhas de vacinação em todo o estado.
O novo caso foi registrado em Lençóis Paulista, região de Bauru. O paciente é um homem de 54 anos, sem histórico de vacinação, que faleceu em decorrência da doença.
Entre os casos, oito ocorreram no Vale do Paraíba, com cinco mortes, e um paciente de Sorocaba se recuperou. Todos os pacientes tinham entre 38 e 64 anos e não possuíam histórico de vacinação.
Vacinação e contexto
Diante da circulação da doença, o governo intensificou a vacinação, com doses gratuitas em todas as UBSs. A aplicação segue o calendário: dose aos 9 meses, reforço aos 4 anos e dose única a partir de 5 anos para quem não se vacinou.
Quem recebeu a dose fracionada em 2018 deve procurar uma UBS para possível reforço. A prefeitura de Santo André confirmou, recentemente, o primeiro caso de febre amarela em macaco na região do ABC paulista.
Como a febre amarela é transmitida
A doença é transmitida por mosquitos infectados, com dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, macacos são hospedeiros; no urbano, o vetor é o Aedes aegypti.
A presença do vírus em macacos indica circulação de vetores, mas não há transmissão direta de macacos para humanos. A febre amarela ocorre apenas por mosquitos infectados.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15% das pessoas infectadas evoluem para formas graves, e dessas, entre 20% e 50% podem morrer. Em 2025, São Paulo teve 57 casos humanos e 35 óbitos.
Entre na conversa da comunidade