- Estudo publicado na Nature Medicine testou suplementação com Akkermansia muciniphila pasteurizada em 90 adultos que perderam peso, após dieta de baixo valor calórico.
- Participantes que receberam o suplemento recuperaram, em média, 1,2 kg, contra 3,2 kg no grupo que recebeu placebo, após 24 semanas de tratamento.
- Houve sinais de melhoria de marcadores cardiometabólicos, incluindo maior sensibilidade à insulina, no grupo que tomou o suplemento.
- a bactéria não foi administrada viva; a pasteurização pode potencializar efeitos por meio de componentes celulares, conforme estudos prévios.
- O estudo reforça a ideia de que o microbioma influencia o peso, mas ressaltam-se limitações: tamanho pequeno, duração de seis meses de acompanhamento e dependência de mudanças no estilo de vida associadas.
O estudo recente mostra que uma bactéria intestinal pode reduzir o reganho de peso após perda induzida por dieta. Pesquisadores publicaram os achados na Nature Medicine, com participação de adultos com sobrepeso ou obesidade. A intervenção ocorreu após oito semanas de dieta com baixa caloria, em casa.
Foram 90 participantes que, após perderem pelo menos 8% do peso, foram randomizados para receber placebo ou suplementos diários com Akkermansia muciniphila pasteurizada por 24 semanas. A dieta saudável continuou, seguindo diretrizes holandesas, sem restrição de quantidade de alimento.
O estudo utilizou a versão pasteurizada, não viva, da bactéria. Pesquisas anteriores indicam que componentes da bactéria podem ser responsáveis pelos efeitos benéficos, não apenas microrganismos vivos. Ao fim, o grupo que recebeu o suplemento mostrou menor ganho de peso.
O estudo e os resultados
Em média, quem tomou o suplemento recuperou 1,2 kg; o grupo placebo recuperou 3,2 kg. Além disso, houve melhoria em marcadores cardiometabólicos, incluindo maior sensibilidade à insulina no grupo suplementado.
O microbioma intestinal é complexo e influenciado por alimentação, sono, atividade física e medicamentos. Por isso, não se espera solução simples para todos os casos, mesmo com resultados promissores.
Perspectivas e limitações
O estudo teve duração de seis meses após a perda inicial e foi relativamente pequeno. Ainda não está claro se os efeitos persistiriam a longo prazo ou para quais indivíduos há maior benefício, especialmente quem tem menor nível basal de Akkermansia.
Autores destacam que a intervenção também envolveu acompanhamento nutricional e apoio alimentar, não sendo um substituto de mudanças no estilo de vida. Alguns pesquisadores têm vínculos com a empresa que produz o suplemento, o que exige confirmação independente.
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