- Novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta aumento de SRAG em todo o Brasil, com maior incidência de influenza A, rinovírus e VSR.
- Desde o início de 2026, foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado.
- Todas as unidades federativas atingiram níveis de alerta de risco ou alto risco, com projeção de crescimento de casos nas próximas semanas.
- Entre SRAG ligado à influenza, crianças menores de 2 anos são o grupo principal; a mortalidade é maior entre pessoas com mais de 65 anos. Nos últimos quatro semanas, 49% dos óbitos foram por influenza A e 8,2% por influenza B.
- Especialistas reforçam a vacinação como principal forma de prevenção, destacando a atualização de vacinas para influenza e Covid-19 e a vacinação contra VSR para gestantes protegerem bebês nos primeiros meses de vida.
O boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quarta-feira, indica aumento de SRAG em todas as unidades da Federação. O crescimento envolve todas as faixas etárias, com destaque para crianças com menos de 2 anos. As causas mais relevantes são influenza A, rinovírus e VSR.
Desde o início de 2026, foram notificados 77.153 casos de SRAG no país. Desses, 37.153 (48,2%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) foram negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardam resultado.
Entre as mortes associadas a SRAG, a influenza respondeu por 49% dos óbitos nas quatro últimas semanas, com influenza A predominando, e 8,2% por influenza B. Em outros casos, houve participação de VSR (16,6%), rinovírus (16,9%) e SARS-CoV-2 (9%).
Todos os estados apresentaram alertas de risco ou alto risco, com projeção de crescimento de casos nas próximas semanas. A faixa etária mais afetada continua sendo crianças pequenas, especialmente as abaixo de 2 anos, segundo o levantamento.
Causas predominantes
A análise aponta influenza A como principal agente entre os casos de SRAG, seguido de rinovírus e VSR. A disseminação desses vírus contribui para aumento de hospitalizações e demanda por leitos.
Prevenção e vacinação
Especialistas destacam a vacinação como principal medida de prevenção, especialmente para grupos de risco, como idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades. A atualização das doses de Influenza e Covid-19 é enfatizada.
Segundo Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, a vacinação é a principal estratégia para reduzir casos graves e mortes causadas por VSR, influenza e Covid-19. A vacina contra o VSR também é indicada para gestantes, visando proteger o bebê nos primeiros meses de vida.
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