- Estudo da Escola de Medicina da Universidade de Boston analisou dados de mais de 70 mil adultos ao longo de trinta anos.
- Pessoas mais otimistas viveram entre onze e quinze por cento a mais do que as menos otimistas.
- Os otimistas tinham entre cinquenta por cento e setenta por cento mais probabilidade de chegar aos oitenta e cinco anos.
- O efeito permaneceu mesmo ao considerar fatores como idade, doenças crônicas, depressão, escolaridade, prática de exercícios, consumo de álcool, frequência de consultas médicas e alimentação.
O estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Boston aponta que o otimismo pode aumentar a vida útil. Ao acompanhar milhares de adultos, pesquisadores buscaram entender se uma atitude positiva influencia a expectativa de vida e a probabilidade de chegar aos 85 anos.
A pesquisa analisou dados de mais de 70 mil adultos ao longo de 30 anos. Entre eles estavam 69.744 mulheres acompanhadas por 10 anos e 1.429 homens. Os participantes responderam questionários sobre o nível de otimismo, além de hábitos de vida e saúde.
Após o longo período, os resultados mostraram que pessoas com atitudes mais otimistas viveram entre 11% e 15% a mais de tempo em comparação com as menos otimistas. Além disso, houve ganho de 50% a 70% na probabilidade de chegar aos 85 anos, mesmo levando em conta idade, doenças crônicas, depressão, escolaridade, prática de exercícios e alimentação.
Resultados-chave
A pesquisadora principal, PhD Lewina Lee, afirma que o estudo tem relevância para a saúde pública ao sugerir que o otimismo é um fator psicossocial significativo para a longevidade. Os dados indicam que esse traço pode agir de modo independente, mesmo em meio a fatores de risco.
Implicações e contexto
Os autores destacam que a análise ajustou variáveis como atividade física, uso de álcool e visitas médicas, reforçando a robustez do vínculo entre otimismo e maior probabilidade de envelhecimento saudável. O estudo foi publicado em 2019 e utiliza dados longitudinais para sustentar as conclusões. Fontes do trabalho destacam a importância de considerar aspectos psicossociais na avaliação de saúde pública.
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