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Microbioma do Homem do Gelo ainda ativo, aponta pesquisa

Microbioma do homem de Ötzi pode permanecer ativo metabolicamente, com bactérias e leveduras antigas ainda viáveis sob preservação a -6°C

Cientistas estudaram vários tecidos do corpo do homem desde sua descoberta (Eurac Research/Andrea De Giovanni/Reprodução)
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  • Nos anos 1990, o corpo preservado do “homem do gelo” foi encontrado no vale de Ötztal, na Áustria, mantido a -6ºC com métodos para não estragar o espécime.
  • Uma nova pesquisa na revista Microbiome aponta que alguns microrganismos encontrados podem estar ativos metabolicamente, mesmo sob preservação.
  • Os cientistas compararam bactérias e fungos na pele, em tecidos e na água descongelada com microrganismos encontrados em partes de gelo e solo da época.
  • Bactérias do gênero Pseudomonas foram detectadas em todas as amostras e períodos; bactérias anaeróbicas do grupo Clostridium também estiveram presentes, sugerindo uma comunidade antiga da região.
  • Quatro leveduras associadas a ambientes frios (Phenoliferia, Glaciozyma, Goffeauzyma e Mrakia) podem ter sido revividas após a descongelamento; Glaciozyma vem aumentando em abundância desde 2010, o que pode indicar atividade metabólica.

Nos anos 1990, o corpo preservado do Homem de Gelo foi encontrado no vale de Ötztal, Áustria. Mantido a -6°C, o espécime recebeu métodos variados para não estragar.

Nova pesquisa publicada na Microbiome identifica quais microrganismos ali estavam há mais de 5 mil anos e quais são recentes, em amostras do corpo.

Os pesquisadores apontam que alguns microrganismos ainda podem estar ativos metabolicamente, mesmo com a preservação tendo suprimido a maior parte da reprodução.

A equipe analisou bactérias e fungos em pele, tecidos e água descongelada, comparando com microrganismos de gelo e solo encontrados à época.

Resultados principais

Bactérias Pseudomonas estavam presentes em todas as amostras ao longo do tempo. Em tecidos internos, bactérias anaeróbicas do grupo Clostridium também estiveram presentes.

Análises de dano de DNA indicam que essas bactérias integram uma comunidade antiga da região da descoberta.

Quatro leveduras isoladas em 2019 pertencem aos grupos adaptados a frios: Phenoliferia, Glaciozyma, Goffeauzyma e Mrakia.

Novas investigações sugerem dano de DNA que aponta para possível revivificação após descongelamento dos restos.

Como Glaciozyma tem aumentado desde 2010 e DNA com menos danos, o microrganismo pode estar ativo metabolicamente ou capaz de replicar sob conservação gelada.

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