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Brasil apresenta legado da COP30 para agenda climática global

Delegação da Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP-31) conhece a AgriZone e as Vitrines Vivas, reforçando ciência brasileira na adaptação climática

Sentados, da esquerda para direita: Frederico Machado, gerente de Uso da Terra e Agricultura Sustentável do Instituto Clima e Sociedade (ICS); Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Mehmet Yener, representante da presidência da COP31; e Bruna Cerqueira, coordenadora-geral da Agenda de Ação na Presidência da COP30
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  • Delegação da COP31 visitou o Rio de Janeiro para conhecer a AgriZone e as Vitrines Vivas da Embrapa, apresentando tecnologias de adaptação climática; a agenda ocorreu em 1º de junho.
  • O Brasil apresentou o legado da COP30, destacando a integração entre ciência, agricultura, sustentabilidade e políticas públicas como base para soluções globais contra as mudanças climáticas.
  • Um painel no Teatro EcoVilla discutiu caminhos para alinhar ação climática, conservação da biodiversidade, restauração de terras e sistemas alimentares resilientes, com referência aos tratados UNFCCC, CDB e UNCCD.
  • A AgriZone mostrou tecnologias como Barragens Subterrâneas, ZonBarragem e GuardeÁgua, além de avanços em melhoramento genético para o Semiárido e estratégias de manejo de água e solo.
  • O evento ressaltou o Plano ABC e certificações de baixo carbono (Carne, Soja, Leite) como parte de uma agricultura de baixas emissões, com foco no sequestro de carbono pelo manejo do solo.

A delegação da COP31 esteve no Brasil para conhecer iniciativas da Embrapa voltadas à adaptação climática e à segurança alimentar. O passeio ocorreu no Rio de Janeiro, em 1º de junho, reunindo autoridades nacionais e estrangeiras. O objetivo foi entender como a experiência brasileira pode orientar futuras conferências da ONU sobre clima.

A visita incluiu a AgriZone e as Vitrines Vivas, exibidas na Embrapa Solos e parceiras. Técnicas e projetos apresentados ampliam o debate sobre agricultura sustentável, ciência, políticas públicas e financiamento, com foco em soluções concretas para a adaptação climática.

A comitiva turca, representando a COP31, destacou a importância de estratégias de longo prazo para segurança alimentar, gestão da água e restauração de áreas degradadas. O posicionamento reforça a continuidade da agenda brasileira como referência para eventos internacionais.

AgriZone e Vitrines Vivas como evidência de inovação

Na Solos, a demonstração do ecossistema de inovação da Embrapa evidenciou vitrines de soluções para os desafios climáticos. Núcleos enfatizaram a integração entre ciência, produção agropecuária e políticas públicas como caminho para a resiliência global.

Ana Euler, diretora da Embrapa, ressaltou que a cooperação internacional facilita a implementação de estratégias agrícolas sustentáveis. O objetivo é consolidar vitrines vivas e diálogos inclusivos para aproximar governos, setor produtivo, academia e sociedade.

Resiliência territorial e manejo de recursos

A Exposição destacou tecnologias como Barragens Subterrâneas e o sistema ZonBarragem, com mapeamento de áreas aptas para armazenamento de água. Ferramentas digitais como GuardeÁgua ajudam técnicos e produtores a planejar intervenções com maior precisão.

Também foi apresentada a melhoria genética de caprinos e ovinos para altas temperaturas, aliada ao manejo de paisagens e diagnósticos rápidos de suplementação forrageira. Essas ações visam manter a produção animal diante de extremos climáticos.

Amazônia e agricultura de baixo carbono

Outra estante mostrou o papel da cafeicultura na Amazônia, com cultivares de robusta adaptadas ao clima regional. Previsões climáticas e zoneamento ajudam famílias agricultoras a planejar o cultivo e reduzir riscos.

O Plano ABC e seus protocolos de baixa emissão em cadeias como carne, leite, soja e milho foram apresentados como base para a agricultura de baixo carbono. Práticas de manejo do solo promovem sequestro de carbono e produtividade.

Conexões para a agenda global

O evento contou com painéis que discutiram a integração entre clima, biodiversidade, restauração de terras e sistemas alimentares, conectando temas da COP30 a padrões da ONU. A proposta é acelerar ações para transformar a agricultura e a segurança alimentar global.

Bruna Cerqueira enfatizou a necessidade de ampliar a aplicação prática das experiências da AgriZone. O objetivo é acelerar avanços em agricultura regenerativa, restauração de áreas degradadas e agroflorestas, com foco em segurança alimentar.

Este texto foi adaptado a partir de materiais da Embrapa, publicados originalmente em 2 de junho de 2026, e republicado pelo Portal Poder360 com a devida referência de fonte.

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