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Decibéis negativos existem; entenda o que isso significa

Decibéis negativos não significam som negativo; indicam intensidade abaixo da referência. Câmaras anecóicas chegam a −24,9 dB

Medidor de VU analógico com ponteiro vermelho marcando a zona de sobrecarga, indicando volume alto. A escala superior vai de -20 a +3, e a inferior de 20% a 100%
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  • Decibéis negativos existem; não equivalem a um “som negativo”, apenas indicam intensidade abaixo de uma referência.
  • Um decibel (dB) compara a intensidade de som. O 0 dB corresponde ao limiar de audição humana, cerca de 10⁻¹² watt por metro quadrado.
  • A escala é logarítmica: aumentar 10 dB é cerca de dez vezes mais intensidade, e 20 dB cerca de cem vezes; ainda assim, nem sempre o volume percebido é correspondente.
  • Valores negativos significam intensidade abaixo da referência: –10 dB é dez vezes menos intenso que o limiar, –20 dB é cem vezes, –30 dB é mil vezes.
  • Ambientes com decibéis negativos existem, como câmaras anecóicas. Exemplos: Orfield Laboratories, em Minneapolis, com medições de −24,9 dB; Microsoft, em Redmond, em torno de −20,3 dB. Nessas salas, o ouvido percebe sons do corpo, não silêncio absoluto.

O que significa decibelios negativos? Eles existem, mas não indicam “som negativo”. O valor é uma medida relativa usada para comparar intensidades sonoras com uma referência. No ar, a referência comum é o limiar de audição humana.

Um decibel (dB) não cresce de forma linear. Em termos simples, cada incremento de 10 dB representa cerca de 10 vezes mais energia. Assim, 20 dB correspondem a aproximadamente 100 vezes mais energia do que 0 dB.

0 dB representa o limiar de audição humana. Decibéis negativos significam menos intensidade que essa referência, não “som negativo”. Por exemplo, –10 dB é 10 vezes menos intenso que o limiar.

Locais com decibéis negativos costumam exigir ambientes extremamente silenciosos. Normalmente, esses espaços são câmaras desenhadas para absorver quase todo o som refletido e bloquear ruídos.

Câmara anecóica de Orfield Laboratories, em Minneapolis, é um exemplo famoso. Após melhorias, registra medições de cerca de −24,9 dB, ainda acima do silêncio absoluto dependendo da referência.

Outra referência é a câmara anecóica da Microsoft, em Redmond, com leituras reportadas na casa de −20,3 dB. Nessas salas, o silêncio é quebrado pelos sons do corpo humano.

O que as pessoas ouvem nesses ambientes não é o silêncio total. São sons corporais, como batimentos cardíacos, circulação do sangue e movimentos internos, que ficam perceptíveis em meio ao ambiente ultrabaixo ruído.

Conclusão não cabe no texto. O foco é informar como funcionam os decibéis negativos, onde podem aparecer e quais experiências comuns os acompanham.

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