- O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem para conservar calor, elevando a pressão arterial e dificultando a circulação.
- O sangue fica mais viscoso no frio, o que favorece a formação de coágulos e aumenta o risco de AVC, principalmente para quem tem hipertensão ou doenças cardíacas.
- O neurocirurgião Orlando Maia alerta para redobrar cuidados no inverno em pessoas com fatores de risco.
- Em caso de AVC, o atendimento rápido é crucial: quanto antes a avaliação médica, maiores as chances de recuperação.
- Medidas úteis: manter o corpo aquecido, evitar exposições prolongadas ao frio, controlar a pressão arterial, alimentação equilibrada, boa hidratação e atividade física conforme orientação médica.
O frio aumenta a atenção à saúde cerebral, especialmente no que diz respeito ao risco de AVC. Especialistas destacam que, com as temperaturas mais baixas, vasos sanguíneos se contraem, elevando a pressão arterial e dificultando a circulação. O sangue pode ficar mais espesso, favorecendo a formação de coágulos.
O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, explica que essas alterações são especialmente relevantes para quem já convive com hipertensão ou doenças cardíacas. A combinação de vasoconstrição e maior viscosidade sanguínea eleva as chances de eventos cerebrovasculares.
Quando o AVC ocorre, cada minuto é decisivo. O atendimento rápido reduz sequelas e aumenta as chances de recuperação. A orientação é buscar atendimento de emergência assim que surgirem sinais sugestivos de AVC.
Cuidados úteis no inverno
Manter o corpo aquecido e evitar exposição prolongada ao frio são medidas simples de prevenção. Controlar a pressão arterial e manter alimentação equilibrada ajudam a reduzir riscos.
Hidratação adequada é essencial, mesmo com menor sensação de sede. A prática regular de atividades físicas deve respeitar orientação médica para não exigir esforço excessivo.
Fatores de risco do AVC
Entre os fatores que aumentam o risco, destacam-se hipertensão, diabetes, dislipidemias e doenças cardiovasculares. Outros itens incluem tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e envelhecimento.
Sinais de alerta
Sinais súbitos como confusão mental, dificuldade de fala, alterações de visão, dor de cabeça intensa, tontura, fraqueza em um lado do corpo devem acionar o serviço de emergência. A rapidez no atendimento é crucial para evitar danos permanentes.
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