- Dispositivos de Assistência Ventricular totalmente implantáveis via transferência de energia transcutânea reduzem infecções e eliminam drivelines, proporcionando maior autonomia a pacientes com insuficiência cardíaca terminal.
- O sistema usa duas bobinas (internas e externas) e indução magnética de alta frequência para transmitir energia sem passagem de corrente pelos tecidos.
- Modelos da família Evaheart combinam bombas de fluxo contínuo, baterias implantáveis e controladores internos, com acessórios vestíveis para facilitar o alinhamento das bobinas.
- Sensores inteligentes e plataformas vestíveis monitoram fluxo sanguíneo, rotação do rotor, temperatura e sinais do paciente, permitindo acompanhamento remoto pela equipe médica.
- A tecnologia, ainda em evolução, já sinaliza ganhos em mobilidade e qualidade de vida, com previsão de consolidação como opção promissora na cardiologia intervencionista em 2026.
Na medicina cardiovascular, a próxima geração de Dispositivos de Assistência Ventricular (VAD) totalmente implantáveis com energia sem fio ganhou espaço em centros de referência. A tecnologia reduz cabos que atravessam a pele e promete maior mobilidade para pacientes com insuficiência cardíaca grave.
Os sistemas operam com transferência de energia transcutânea (TET), eliminando drivelines externos. Baterias internas são recarregadas por bobinas externas, por meio de indução magnética de alta frequência. O objetivo é diminuir infecção e ampliar a autonomia do dia a dia.
Como funcionam os VAD totalmente implantáveis com energia sem fio
Modelos modernos utilizam rotores de alta rotação para manter o fluxo sanguíneo contínuo. Em vez de cabos, atuam com duas bobinas — interna e externa — para energizar o implante sem contato direto com a pele. A pele permanece íntegra, reduzindo riscos de infecção.
A alimentação contínua ocorre quando as bobinas se alinham, permitindo recarga da bateria interna e funcionamento da bomba. Um acessório vestível abriga o transmissor externo e o controlador portátil, com reserva de carga para períodos sem o sistema externo.
Redução de infecções com a tecnologia sem fio
Adriveline atravessando pele sempre foi porta de entrada de microrganismos. A TET fecha esse canal, mantendo a pele fechada e diminuindo complicações infecciosas. Centros que testam protótipos relatam menor incidência de infecções no sítio de saída de cabos.
Além da menor mortalidade associada a infecções, observam-se menos dias de internação e menor necessidade de antibióticos prolongados. A transferência sem fio também reduz exposições a procedimentos invasivos adicionais.
Inovações da linha Evaheart e famílias similares
Empresas de tecnologia médica exploram diversas configurações de VAD sem fio. Dispositivos da família Evaheart combinam bombas de fluxo contínuo com módulos otimizados para TET, incluindo baterias implantáveis e bobinas alinháveis com o transmissor externo.
O funcionamento típico envolve cinto ou colete com bobina transmissora, bateria externa e controlador. A energia é transferida continuamente, recarregando a unidade interna e garantindo funcionamento estável da bomba, com períodos sem uso externo.
Sensores inteligentes e vestíveis ampliam a mobilidade
Sistemas modernos integram sensores para monitorar fluxo sanguíneo, rotação do rotor, temperatura e sinais fisiológicos. Dados são criptografados e podem seguir para equipes médicas à distância. Acompanham, ainda, acessórios vestíveis que ajudam no monitoramento e no ajuste automático da potência.
Alguns projetos conectam interfaces a smartphones, permitindo visualizar níveis de carga, alarmes e orientações de posicionamento do carregador. Entre as funções, destacam-se: monitorar desempenho, alertar desalinhamento das bobinas e orientar recargas diárias.
Impacto para pacientes com insuficiência cardíaca terminal
Para pacientes em estágio avançado, os VAD sem fio representam uma mudança significativa no cotidiano. Caminhar, tomar banho e dormir passam a depender menos de cabos e curativos. Embora exijam recarga diária e acompanhamento especializado, a autonomia aumenta e o tratamento se aproxima de uma vida cotidiana mais independente.
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