- Jeff Bezos investiu inicialmente 50 milhões de dólares na Flourish, que hoje reúne 500 milhões de dólares em financiamento e é avaliada em cerca de 2,5 bilhões de dólares.
- A Flourish pretende reinventar a IA ao criar Cortex AI, um sistema que busca operar com cerca de cinquenta watts e aprender de forma contínua, inspirando-se no cérebro humano.
- O projeto é liderado pelo ex-executivo da Amazon Rob Williams e pelo neurocientista Thomas Reardon, que contam com uma equipe de cerca de duas dezenas de pesquisadores.
- A abordagem envolve experimentos de neurociência em laboratórios combinados com o desenvolvimento de modelos de IA, com foco em estruturas cerebrais como as colunas corticais.
- A Flourish já trabalha em vias de receita de curto prazo, incluindo um caminho para memória inspirado no hipocampo e a possível implantação de modelos em silício por meio de parcerias com fabricantes de chips.
Rob Williams e Thomas Reardon deixaram a frente de produtos de software da Amazon para iniciar uma aposta de longo prazo em IA. Eles fundaram a Flourish, com foco em combinar neurociência e IA, buscando um “cérebro artificial sintético” que consuma menos energia e aprenda de forma contínua.
A Flourish recebeu financiamento de Jeff Bezos, que investiu cerca de 50 milhões de dólares após ler o documento inicial. O aporte total chegou a 500 milhões de dólares, elevando a avaliação da empresa a cerca de 2,5 bilhões. Outros investidores incluem Lux Capital e Google Ventures.
A sede da Flourish ficou em Nova York, com escritório no West SoHo. Em Nova York, os fundadores reuniram uma equipe de dezenas de pesquisadores, incluindo neurocientistas e especialistas em IA, para explorar desde estruturas cerebrais até modelos de aprendizado em hardware.
Contexto do projeto
Segundo a companhia, o objetivo é desenvolver Cortex AI, um sistema que imite a eficácia da mente humana com consumo próximo a 50 watts, reduzindo drasticamente o gasto energético em comparação aos grandes modelos atuais de IA. A proposta é combinar experimentos de laboratório com o desenvolvimento de modelos de IA orientados por descobertas neurocientíficas.
Reardon, Williams e outros membros da Flourish destacam a necessidade de reduzir o consumo de dados e energia, defendendo que humanos aprendem com observação limitada, ao contrário do treinamento maciço de modelos existentes. A meta é gerar protótipos próximos ao mercado em etapas, com retorno gradual.
A equipe de pesquisa já trabalha em estruturas consideradas unidades computacionais do cérebro, além de explorar caminhos de memória inspirados no hipocampo. A empresa também negocia com fabricantes de chips para levar os modelos para hardware, mantendo a visão de uma IA que aprende de forma contínua.
Desafios e perspectivas
Alguns especialistas externos avaliam o empreendimento com ceticismo, mas reconhecem valor científico caso a abordagem funcione. A Flourish admite que o caminho é arriscado e de longo prazo, com planos de manter a pesquisa por anos antes de impactos significativos no mercado.
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