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Leão-das-cavernas da Era do Gelo é único na história

Genoma de doze leões-das-cavernas mostra linhagem distinta dos leões modernos, divergindo há 1,7 milhão de anos e adaptando-se a habitats frios

Filhote de leão-das-cavernas congelado, encontrado na Sibéria com bigodes ainda intactos, tem mais de 28 mil anos
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  • Pesquisadores analisaram os genomas de doze leões-das-cavernas que viveram entre 17.000 e 148.000 anos atrás, comparando com vinte leões modernos, com amostras coletadas na Rússia, Áustria e Yukon.
  • O estudo indica que o leão-das-cavernas (Panthera spelaea) era uma linhagem evolutiva distinta dos leões modernos, com divergência estimada em cerca de 1,7 milhão de anos.
  • As diferenças genéticas aparecem ligadas ao crescimento, à visão, ao funcionamento cerebral e ao sistema circulatório, refletindo adaptações a habitats frios e a comportamentos de caçada.
  • O animal era maior e mais robusto que o leão atual, habitando pradarias abertas e tundras da Eurásia e América do Norte, em um ecossistema conhecido como estepe mamute.
  • Houve cruzamento entre as espécies em períodos de aquecimento da Era do Gelo, possivelmente em áreas como o Irã, e o leão-das-cavernas foi extinto há cerca de 14.000 anos, influenciado por mudanças climáticas e pela pressão humana.

O leão-das-cavernas, Panthera spelaea, foi estudado por meio de genomas de 12 indivíduos que viveram entre 17.000 e 148.000 anos atrás. Os exemplares foram encontrados na Rússia, na Áustria e no território de Yukon, no Canadá, e comparados a 20 leões modernos.

Os pesquisadores extraíram DNA principalmente de ossos e dentes, além de tecido mole de filhotes congelados na Sibéria. Sparta, uma fêmea adulta, destaca-se entre os fósseis mais bem preservados da Era do Gelo.

O estudo mostra que o leão-das-cavernas não era apenas uma versão antiga do leão moderno, mas possuía uma linhagem evolutiva distinta. A divergência entre as espécies ocorreu há cerca de 1,7 milhão de anos, no Pleistoceno.

Divergência evolutiva e diferencias genéticos

Cada espécie apresentava variantes genéticas únicas associadas ao crescimento, à visão, ao cérebro e ao sistema circulatório. O leão-das-cavernas era consideravelmente maior e mais robusto, adaptado a climas frios e a pradarias abertas.

Habitava a estepe mamute da Eurásia e do Noroeste da América do Norte, ambientes similares a savanas frias. Predadores de topo, contribuíram para a dinâmica de megafauna no final do Pleistoceno.

A interação entre leões-das-cavernas e leões modernos ocorreu em períodos de aquecimento climático, com sobreposição de territórios. Os pesquisadores apontam que cruzamentos podem ter ocorrido em regiões como o atual Irã.

O aquecimento da Era do Gelo, aliado ao aumento populacional humano, ajudou a deslocar a espécie para o sul e a colaborar com a extinção, observada há cerca de 14.000 anos. O estudo reforça o papel ecológico de predadores de grande porte na Megafauna.

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