- A Nasa confirmou o fim da missão da sonda Maven, que estudava a atmosfera de marte; o último contato foi em 6 de dezembro, após passagem por trás de marte.
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- Lançada em 2013, Maven começou a orbitar marte em 2014; a missão inicialmente duraria um ano, mas durou mais de uma década.
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- Um conselho de revisão investiga a origem da falha; a sonda retransmitia dados de rovers Curiosity e Perseverance, e houve atraso ocasional na comunicação.
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- Maven estudou a interação entre a atmosfera marciana, o Sol e o vento solar, ajudando a entender a perda de atmosfera ao longo do tempo.
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- A Nasa afirma que a rede de retransmissão conta com mais quatro espaçonaves em operação; Maven ficará em órbita por 50 a 100 anos antes de reentrar e não representa risco a outras sondas.
A Nasa anunciou oficialmente o fim da missão Maven, a sonda que estudava a atmosfera de Marte. O último contato ocorreu em 6 de dezembro, após passagem atrás do planeta, e a equipe classificou o estado da sonda como irrecuperável. A confirmação veio na terça-feira.
Maven, sigla para Mars Atmosphere and Volatile Evolution, foi lançada em 2013 e iniciou a órbita marciana em 2014. O objetivo era de um ano, mas a missão se estendeu por mais de uma década, contribuindo para o entendimento da perda atmosférica de Marte.
Contato perdido e próximo passo
O centro de Goddard, em Maryland, informou que um conselho de revisão investiga a origem da falha e possíveis causas. Inicialmente, Maven retransmitia dados de sensores de rovers como Curiosity e Perseverance para a Terra, com exceção de episódios de atraso ocasional na linha de comunicação.
A diretora do programa de exploração de Marte destacou que a rede de retransmissão possui quatro outras espaçonaves ativas em órbita e que houve ajustes operacionais nos rovers por efeito da falha. A Nasa assegurou que a infraestrutura permanece resiliente para manter as operações de Marte.
Sobre a missão e o que se descobriu
Maven monitorou a interação da atmosfera marciana com o Sol e o vento solar, ajudando a entender a erosão atmosférica ao longo de eventos de clima espacial. Entre as descobertas, ficou claro que a perda atmosférica aumenta durante tempestades solares.
A sonda também registrou auroras em Marte, observáveis pela primeira vez em luz visível em conjunto com o Perseverance. Em um outro feito, Maven permitiu a observação do cometa interestelar 3I/Atlas no ano passado.
Perspectivas futuras
Segundo a Nasa, Maven deve permanecer em órbita entre 50 e 100 anos antes de atingir a superfície marciana, sem representar risco às demais missões da agência. A trajetória da sonda é elíptica, variando entre 180–220 km de distância mínima e cerca de 4.000 km de distância máxima.
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