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Santuário de chimpanzés na RDC combate Ebola com lençóis desinfetados

Protocolo de Ebola força confinamento de animais e isolamento da equipe no centro de primatas de Lwiro, com monitoramento diário e apoio do MSF

A family of chimpanzees at the Lwiro Primates Rehabilitation Center, located in South Kivu province in the eastern Democratic Republic of Congo. Image courtesy of Itsaso Vélez del Burgo Guinea/ Lwiro Primates Rehabilitation Center.
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  • O Centro Lwiro de Primatas (LPRC), na República Democrática do Congo, colocou chimpanzés e outras espécies em confinamento para evitar transmissão do Ebola.
  • O protocolo de Ebola entrou em vigor em 23 de maio; 15 funcionários de cuidado permanecem isolados no local, com duas rondas diárias de veterinários para checagem de saúde.
  • Medidas incluem lavagem das mãos, álcool em gel, luvas e máscaras para os cuidadores, além da desinfecção de alimentos, fômites e coberturas de viveiros com água sanitária.
  • O alimento e o material de cama são preparados na área externa, transportados para dentro e desinfetados com água sanitária antes de serem usados pelas chimpanzés.
  • A organização MSF enviou equipes de assistência desde 25 de maio; autoridades e parceiros avaliam o risco na região do Virunga e adotam ações no formato “One Health” para proteger população local e wildlife.

Em resposta à reemergência do Ebola, o Centro de Primateza de Lwiro (LPRC) implementou medidas de confinamento e desinfecção de camas para os animais, além de um protocolo sanitário rigoroso. A iniciativa envolve vigilância diária e isolamento de 15 cuidadores.

O LPRC abriga ao menos 129 chimpanzés e 108 macacos de diversas espécies, entre babuínos e cercopitecinos, além de papagaios, tartarugas e porquinhos‑da‑índia. Os animais foram resgatados de caça e comércio ilegal.

Segundo a primatologista Liz Williamson, não há, até o momento, relatos de transmissão do vírus Ebola de humanos para grandes símios. A OMS descreve a doença como transmitida por contato próximo com fluidos de animais infectados.

Protocolo de Ebola

O protocolo passou a vigorar oficialmente em 23 de maio, após preparação iniciada em 18 de maio. Houve confinação total dos animais e isolamento de 15 profissionais, sem contatos com o exterior. Dois veterinários realizam rodagens diárias para monitorar temperatura de staff e animais.

As estações de lavagem das mãos foram instaladas em todo o santuário, com água, água sanitária e sabão. Cada cuidador recebeu álcool em gel, máscara e luvas, mantendo higiene obrigatória antes da alimentação e após uso do sanitário.

A alimentação é levada ao exterior das áreas do santuário, sendo o alimento desinfetado com água sanitária antes de ser entregue aos animais. O mesmo ocorre com o material de cama, que é higienizado e desinfetado antes de os chimpanzés utilizarem as ninhos diários de vegetação.

Impacto local e respostas

A intervenção inicial manteve o Lwiro em lockdown de 10 dias a partir de 23 de maio, com possibilidade de prorrogação conforme a situação regional. Em Lwiro, quatro mortes já foram registradas, ligadas ao primeiro caso notificado, segundo informações da equipe.

Planos emergenciais foram ativados para conter o vírus nas áreas protegidas da Virunga, uma região fronteiriça entre a DRC, Ruanda e Uganda. Além do santuário, organizações monitoram o alcance da outbreak e os recursos disponíveis para impedir a propagação.

A diretoria do International Gorilla Conservation Programme aponta que as ações são avaliadas dentro da abordagem “One Health”, que busca equilibrar saúde de comunidades locais e fauna dos parques. Mantêm-se vigilância para evitar transmissão para a vida silvestre.

Apoio humanitário e vigilância

A área de Virunga abriga espécies de gorilas e chimpanzés, incluindo gorilas de montanha e de planície oriental. A atuação conjunta envolve parceiros de conservação e autoridades locais para monitorar a evolução do surto.

Além do Lwiro, equipes da MSF foram mobilizadas desde 25 de maio para oferecer assistência às comunidades vizinhas de Kahungu e Lwiro, que enfrentam falta de equipamentos de proteção. A intervenção busca reduzir riscos de transmissão entre famílias e animais.

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