- Pesquisadores identificaram biofluorescência na salamandra-de-fogo (Salamandra salamandra), que emite brilho azul-turquesa sob luz ultravioleta durante a noite.
- O achado foi feito por uma equipe internacional e publicado na revista Royal Society Open Science.
- A função da fluorescência ainda não está definida; hipóteses incluem comunicação entre indivíduos, atração de parceiros ou sinal de advertência a predadores.
- A emissão luminescente é mais intensa nas regiões amareladas da parte inferior do corpo e em glândulas e secreções da pele, que permanecem fluorescentes por mais de 24 horas.
- A salamandra-de-fogo é uma espécie europeia, de hábito noturno e habitats florestais úmidos, enfrentando ameaças como destruição de habitat, poluição e mudanças climáticas.
A salamandra-de-fogo revelou uma característica inédita: biofluorescência azul-turquesa sob luz ultravioleta. O achado surgiu em estudo internacional e foi publicado na Royal Society Open Science. O foco foi entender se a fluorescência tem função biológica.
Segundo Bernat Burriel, autor principal e pesquisador do Museu de Ciências Naturais de Barcelona, a novidade mostra que espécies bem estudadas ainda guardam surprises. Novas tecnologias ajudam a revelar traços ocultos dos anfíbios.
Os pesquisadores buscam entender a função da fluorescência. Hipóteses apontam para comunicação entre indivíduos, atração de parceiros ou sinal de defesa contra predadores, já que a fluorescência só aparece com UV.
A emissão é mais intensa nas áreas amareladas da parte inferior e nas laterais da salamandra. Também aparece nas glândulas da pele e nas secreções, que permanecem fluorescentes por mais de 24 horas após serem liberadas.
A Salamandra salamandra é comum na Europa, com padrão amarelo sobre o corpo escuro. A coloração funciona como aviso de toxicidade, já que a pele produz substâncias alcaloides irritantes para predadores.
A espécie habita florestas úmidas, próximo a riachos, e prefere áreas com alta umidade para evitar desidratação. Diurnamente costuma ficar escondida sob pedras e troncos, tornando-se mais ativa à noite.
Apesar de parecer lagarto, a salamandra-de-fogo é anfíbio. Possui pele úmida e permeável, que participa da respiração e das trocas gasosas, dependendo da qualidade ambiental para a sobrevivência.
Adultos medem entre 15 e 25 cm; alguns superam esse tamanho. Em vida livre, podem viver mais de 20 anos, e se criados em cativeiro, alcançam idades ainda maiores, entre as maiores longevas europeias.
O desenvolvimento reprodutivo é diferenciado: a fêmea retém ovos até que as larvas estejam prontas para liberação em água. Lá passam por fase larval, até a metamorfose final para a fase terrestre.
As toxinas são produzidas por glândulas na pele, com alcaloides que irritam mucosas de predadores. Não representa risco significativo para humanos quando manuseada com cuidado e lavagem das mãos após o manuseio.
A espécie encara ameaças como destruição de habitat, poluição, mudanças climáticas e doenças, incluindo fungos que afetam salamandras na Europa. A conservação depende de monitoramento e proteção de florestas e cursos d’água.
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