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Startup usa IA para transformar câmeras em vigilância ativa

IA transforma câmeras em vigilância ativa, permitindo que um profissional supervise mil a dois mil monitores simultaneamente e filtre 99,8% das imagens irrelevantes

“Câmera sem análise é apenas um arquivo enorme que raramente é consultado de forma produtiva”, avalia Rafael Libardi
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  • A startup Noleak lançou Agatha, IA que transforma câmeras de segurança passivas em monitoramento ativo, filtrando imagens irrelevantes e emitindo alertas apenas para o que exige avaliação.
  • A triagem automatizada permite que um único profissional supervisione entre 1.000 e 2.000 câmeras simultaneamente.
  • A plataforma aprende padrões do ambiente para identificar desvios, em vez de seguir regras fixas, encaminhando apenas os trechos relevantes.
  • A solução já tem aplicações em proteção de dados, indústria, portos e condomínios, com exemplos como redução de horas de vídeo para minutos e detecção de anomalias como uso de EPIs e desgaste de componentes.
  • O desenvolvimento é apoiado pelo PIPE, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, para reestruturar a arquitetura de dados e aprimorar os modelos.

A startup brasileira Noleak desenvolveu uma solução para transformar câmeras de segurança em vigilância ativa. A ferramenta Agatha utiliza IA para aprender padrões de comportamento em ambientes monitorados e emitir alertas quando surgem alterações relevantes. O sistema promete converter câmeras passivas em monitores ativos, filtrando imagens irrelevantes para que um único profissional acompanhe entre 1.000 e 2.000 telas simultaneamente.

A ideia nasceu da experiência de Rafael Libardi, founder da empresa. Ele questionou os limites dos sistemas tradicionais, que costumam detectar apenas movimento e geram milhares de notificações. A abordagem de Agatha combina vigilância por vídeo com princípios de cibersegurança, buscando identificar desvios no comportamento visual.

Funcionamento e base de aprendizado

Em vez de regras fixas, a plataforma observa o ambiente por um período para definir o que é normal no contexto. A partir dessa linha de base, o algoritmo detecta desvios visuais e envia apenas os trechos relevantes para avaliação humana.

Estudos sobre vigilância indicam que a atenção humana diminui com o tempo; após cerca de 12 minutos, pode haver queda de até 45% na percepção. Com triagem automatizada, o operador acompanha mais câmeras sem sobrecarga de notificações.

Resultados e impactos práticos

Segundo a Noleak, a ferramenta filtra mais de 99,8% das imagens, orientando o analista apenas para situações que exigem decisão. Descreve-se que o operador “vê só o que está estranho” graças à triagem de conteúdo.

A tecnologia já encontra uso em condomínios, empresas, vias públicas e eventos. A Abese estima que o setor faturou 14 bilhões de reais em 2024, com crescimento de 16,1% em relação a 2023.

Exemplos de aplicação

Em Minas Gerais, uma distribuidora de energia reduziu de semanas a minutos o tempo de identificação de invasões após a implantação da Agatha. Em Belém, a indústria agroindustrial usa o sistema para detectar sinais de desgaste em correntes de grande porte por meio de mudanças visuais sutis.

No Porto de Santos, a contagem em tempo real de sacos de cimento, ração e grãos passou a ocorrer com menos erros, substituindo processos manuais. Em condomínios, a IA também pode identificar veículos não autorizados nas proximidades.

Considerações técnicas e ecossistema

O tempo de adaptação varia por aplicação: EPIs em menos de 24 horas, contagem de sacarias em portos em cerca de uma semana. Aplicações industriais mais específicas podem exigir meses de treinamento.

Especialistas destacam que reconhecimentos faciais apresentam margens de erro; Libardi ressalta que as soluções devem funcionar como filtros de precisão, com validação humana contínua.

Apoio institucional e continuidade

A startup recebeu apoio do PIPE, da FAPESP, para redesenhar a arquitetura de dados e aprimorar modelos matemáticos. Libardi aponta que tecnologia não é substituição do olho humano, apenas reorganização das prioridades.

Este texto mantém o foco em dados verificáveis sobre a solução Agatha, suas aplicações e impactos, sem incluir opiniões ou conclusões.

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