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Vacina com IA avança no primeiro teste em humanos

Vacina experimental com IA, PEVAC-PS, apresenta segurança e resposta imune inicial em 39 voluntários no Reino Unido; próxima fase inclui cerca de 200 participantes

Reino Unido começa a testar vacinas feitas com ajuda de IA (imagem: Pexels/Gustavo Fring)
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  • Uma vacina experimental chamada PEVAC-PS foi testada pela primeira vez em humanos no Reino Unido, com 39 voluntários saudáveis entre 18 e 50 anos.
  • A análise inicial mostrou que a vacina ativou a resposta imune contra o SARS‑CoV‑2, o SARS original e vírus relacionados de origem animal, sem efeitos colaterais significativos.
  • O estudo utilizou a plataforma DIOSynVax para desenhar uma sequência sintética de RBD (domínios de ligação ao receptor) visando combater diferentes sarbecovírus, inclusive variantes do SARS‑CoV‑2.
  • Os pesquisadores planejam uma segunda rodada de testes com cerca de 200 pessoas para avaliar a eficácia em uma população mais diversa.
  • Embora o Brasil ainda registre baixos níveis de SARS‑CoV‑2, o país segue com vigilância de mutações, com dezenas de milhares de casos de síndrome gripal por Covid‑19 até maio de 2026 e 77 variantes circulando entre 1.108 sequenciamentos.

Foi anunciada a primeira avaliação humana de uma vacina experimental desenvolvida com apoio de IA. O imunizante, batizado PEVAC-PS, foi testado no Reino Unido, em 39 voluntários saudáveis, para checar segurança e resposta imune.

O trabalho é conduzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge. A vacina pretende combater diferentes sarbecovírus, grupo que inclui SARS-CoV-1, variantes do SARS-CoV-2 e vírus de origem animal com potencial de transmissão.

A etapa inicial ocorreu na Inglaterra. O objetivo é avaliar se a tecnologia baseada em inteligência artificial é capaz de criar uma sequência de RBD estável, capaz de treinar o sistema imune para reconhecer vírus conservados.

Como a IA projetou a vacina

A plataforma DIOSynVax foi usada para mapear domínios de ligação ao receptor da glicoproteína spike em vários vírus. A ideia é selecionar regiões que mudam pouco, mesmo com novas variantes.

Com esses traços, a IA ajudou a desenhar uma sequência sintética inédita de RBD, descrita como um “superantígeno” para treinar o sistema imune a reconhecer pontos funcionais conservados.

Entre os alvos está uma região associada ao anticorpo monoclonal S309, conhecido por reagir a diferentes sarbecovírus. Pesquisas nessa linha seguem em animais para outras vacinas universais.

Resultados do teste inicial

Os 39 participantes entre 18 e 50 anos mostraram, segundo a publicação, uma ativação de respostas imunes contra SARS-CoV-2, SARS original e vírus relacionados de origem animal. O impacto inicial foi classificado como modesto, mas o conceito funcionou.

A equipe já planeja uma nova rodada de testes com cerca de 200 voluntários, para avaliar eficácia em uma população mais diversificada. O estudo busca confirmar a viabilidade da vacinação antecipada contra surtos futuros.

Perspectivas e contexto

O líder dos testes na Universidade de Southampton aponta que avanços clínicos em vacinas universais podem reduzir impactos de futuros surtos e facilitar respostas rápidas. A ideia é ampliar opções de prevenção antes de epidemias.

No Brasil, o SARS-CoV-2 continua em circulação em patamar baixo, mas com capacidade de mutação. Em 2026, 77 sequenciamentos estavam ativos, segundo dados oficiais, com mais de 80 mil casos de síndrome respiratória associada à Covid-19 até maio.

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