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Leões-das-cavernas eram espécie distinta dos felinos atuais

Leões-das-cavernas, espécie distinta, separaram-se dos leões modernos entre 1,7 milhão e 1 milhão de anos; cruzaram com eles e chegaram à América pela Beríngia

Leões-das-cavernas eram espécie diferente, afirma estudo
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  • Estudo publicado na revista Cell reanalisou o genoma completo de doze leões-das-cavernas (Panthera spelaea), indicando separação entre esses animais e os leões modernos entre 1,7 milhão e 1 milhão de anos atrás.
  • Os leões-das-cavernas eram superpredadores cosmopolitas, conectados entre Europa Ocidental e Sibéria, com fluxo genético relativamente rápido entre as populações.
  • Eles cruzaram com leões modernos e chegaram a cruzar a ponte de terra de Bering, colonizando o Novo Mundo antes de o Homo sapiens.
  • Arte rupestre e uma estatueta de marfim sugerem que a espécie era maior que os leões atuais, e que os machos possivelmente não tinham juba.
  • Mudanças climáticas glaciais favoreceram recuos populacionais e reencontros com leões modernos, com evidência de mistura genética, incluindo um leão-das-cavernas asiático com até 4% de ancestralidade derivada.

Os leões que habitavam as cavernas da Era do Gelo eram de uma espécie distinta dos leões atuais. Pesquisadores reconstroem o DNA de exemplares da época, mostrando que Panthera spelaea não era apenas gigante, mas também conectada genéticamente a populações da Europa Ocidental e da Sibéria.

A conclusão vem de uma análise genômica completa publicada na revista Cell. Doze genomas de leões-das-cavernas, que viveram entre 148 mil e 17 mil anos atrás, foram comparados aos de leões modernos, revelando uma separação entre 1,7 milhão e 1 milhão de anos.

Separação e expansão

A pesquisa sugere que o ancestral comum dos leões modernos africanos/asiáticos e dos leões-das-cavernas se separou há 1,7 a 1 milhão de anos, com parte da variação decorrente de cruzamentos posteriores entre espécies. A divulgação aponta paralelos com a expansão de hominídeos fora da África.

Distribuição e presença no Novo Mundo

O estudo indica que o P spelaea formou uma população cosmopolita, cruzando a ponte de terra de Bering e alcançando o Novo Mundo antes de boa parte da espécie humana. A circulação entre regiões sugere trocas genéticas rápidas ao longo de milênios.

Aparência e arte rupestre

Representações em Chauvet e uma estatueta de marfim demonstram que a espécie poderia ter sido maior que os leões atuais. As imagens raramente mostram juba, o que alimenta a hipótese de machos sem juba; porém, os autores ressaltam que ainda não há confirmação genética sobre esse traço.

Interações com leões modernos

Ao longo das mudanças de clima, houve recuos populacionais e encontros com leões modernos. Exemplares asiáticos preservaram traços de miscigenação, com alguns indivíduos apresentando ancestralidade compartilhada com populações da Síria e Mesopotâmia, hoje extintas.

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