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O destino dos discadores: o que aconteceu com os softwares de conexão à internet

Da discada à banda larga, discadores caíram em desuso com maior velocidade e menor custo, abrindo caminho a conexões estáveis e dados móveis

Que fim levaram os discadores, softwares que faziam conexão com a internet?
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  • Discadores de internet eram softwares que automatizavam a conexão, ligando o modem à linha telefônica e iniciando a chamada ao provedor, com velocidades de até 56,6 kbps.
  • A conexão ocupava a linha fixa, o que impedia receber ligações no telefone durante o uso.
  • A distribuição ocorria principalmente via CDs que vinham com o discador e tempo de uso grátis; no Brasil, marcas como iG, iBest, UOL, BOL, Terra e Pop se destacaram.
  • Com a banda larga ganhando espaço, planos mais rápidos passaram a oferecer maior estabilidade e não dependiam da linha telefônica; o Plano Nacional de Banda Larga, a partir de 2010, ampliou cobertura e reduziram custos.
  • A partir de 2017 não era mais possível usar discadores no Brasil, e hoje eles estão restritos a repositórios antigos ou a imagens ISO; nos EUA, a AOL encerrou o serviço em 2025.

Programas usados como intermediários na internet discada marcaram época, mas foram superados por evoluções tecnológicas. Hoje, quem navega não tem memória direta desse formato, mas ele foi crucial para o nascimento da web comercial no Brasil.

A internet discada dependia de um modem ligado à linha telefônica. O discador era o software que automatizava a conexão com o provedor, eliminando etapas manuais. A velocidade máxima chegava a 56,6 kbps e a linha ficava ocupada durante a conexão.

O acesso era tímido e caro. O pulso da chamada era cobrado por tempo, com horários mais baratos em madrugada e fins de semana. Provedores também ofereciam pacotes com tempo gratuito ou promoções para atrair usuários.

No Brasil, CDs com o discador instalável foram distribuídos massivamente pela estratégia de marketing das operadoras. Nomes como iG, iBest, UOL, BOL, Terra e Pop passaram a oferecer discadores, consolidando o modelo entre os anos 1990 e 2000.

Com o avanço da banda larga, o serviço discado perdeu relevância. Conexões via cabo, ADSL, fibra e dados móveis substituíram o formato. Entre 2010 e 2017, o uso ficou cada vez mais restrito ou indisponível, com poucos remanescentes para download.

Nos Estados Unidos, a AOL encerrou o serviço de discada em 2025, mantendo uma pequena base antes da migração. No Brasil, a transição ocorreu mais cedo, com redes de fibra, 3G/4G e serviços de banda larga ganhando espaço e reduzindo a viabilidade dos discadores.

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