- Entre janeiro e abril de 2026, a aviação brasileira atingiu 44,3 milhões de embarques, sendo 33,7 milhões domésticos e 10,6 milhões internacionais, com alta de 7,6% ante o mesmo período de 2025 e 11,9% acima de 2019.
- O período abriu com o maior número de passageiros já registrado para os primeiros meses do ano, apesar da elevação de preços causada pela guerra no Oriente Médio.
- A tarifa média em janeiro ficou em R$ 621,25, 9,86% menor que em janeiro de 2025 (valores já corrigidos pela inflação); março registrou alta de 17,76% e abril, 8,97%.
- O preço do querosene de aviação subiu significativamente: o litro passou de R$ 3,51 no começo do ano para R$ 5,40 em abril, alta de 53,8%.
- O governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAV até julho (inicialmente até maio, com prorrogação); a Petrobras reduziu o preço do QAV em 14,2% a partir de 1º de junho, com expectativa de alívio para o setor nos próximos meses.
A aviação brasileira manteve o quantitativo recorde de passageiros mesmo com a alta de preços provocada pela guerra no Oriente Médio. Entre janeiro e abril de 2026, o setor transportou 44,3 milhões de pessoas, sendo 33,7 milhões em voos domésticos e 10,6 milhões em internacionais. O total representa alta de 7,6% ante o mesmo período de 2025.
A recuperação vem após o pior momento da aviação durante a pandemia, a partir de 2020. Em comparação com 2019, antes da crise sanitária, o número de passageiros no período convertido foi 11,9% maior, confirming a retomada do setor.
A trajetória de preços acompanhou o cenário externo. A alta das passagens ganhou impulso após ataques no Oriente Médio, com impacto nos custos do querosene de aviação e no custo médio do bilhete. Em janeiro, a tarifa média ficou em R$ 621,25, 9,86% acima de 2025 já com ajuste pela inflação.
Guerra pressiona preços
O preço do QAV disparou com os conflitos regionais, elevando o custo do combustível para as companhias. O litro passou de R$ 3,51 no início do ano para R$ 5,40 em abril, alta de 53,8%.
A alta dos combustíveis puxou o valor médio das passagens a partir de março, com trajetórias de variação mês a mês. Em fevereiro houve estabilidade, seguido de elevação em março e menor intensidade em abril.
Medidas e impactos
O governo zerou, em 6 de abril, as alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV para conter a alta dos preços. A isenção valeu inicialmente até maio e foi prorrogada até julho; há pressão para extendê-la até o fim do ano.
A Abear solicitou a continuidade da isenção ao longo do ano, para manter a recuperação do setor e reduzir o impacto ao consumidor. A Petrobras também tem atuação relevante: reduziu o preço do querosene em 14,2% a partir de 1º de junho.
Espera-se, com a medida de petróleo mais baixo e o arrefecimento do conflito, que o setor tenha alívio de custos nos próximos meses e possa sustentar a recuperação observada no início de 2026.
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