- O lorikeet-de-testa-azul, ave endêmica da ilha de Buru, foi avistado novamente durante uma expedição de montanhistas indonésios em abril.
- A equipe fotografou pela primeira vez a ave há doze anos e registrou as primeiras gravações de seus chamados.
- O pássaro possui corpo verde-brilhante, bico laranja, nuca azul e cauda pontiaguda, o que ajudou na identificação.
- Vinte e duas aves foram observadas, com pelo menos nove indivíduos vistos durante a expedição.
- A espécie foi considerada perdida pela primeira vez pela organização Search for Lost Birds, em parceria com a American Bird Conservancy, Re:wild e BirdLife International, em 2024.
Um papagaio da espécie lorikeet-de-testa-azul, considerado perdido há quase 90 anos, foi avistado novamente na ilha de Buru, na Indonésia. A descoberta ocorreu em abril, durante uma expedição de montanhistas locais que buscavam essa ave endêmica. O avistamento também resultou em gravações dos chamados pela primeira vez. O motivo da expedição foi confirmar a presença da espécie rara.
A ave foi observada no ponto mais alto da ilha, em terreno de calcário íngreme, rochas afiadas e presença de insetos. Os montanhistas registraram ao menos nove indivíduos durante a expedição, segundo John Mittermeier, diretor da busca por aves perdidas. O corpo verde-azulado, o bico laranja e a cauda pontiaguda ajudaram na identificação.
A redescoberta, após quase um século sem registros, ocorreu em meio a dúvidas antigas sobre a possible existência da ave em altitudes mais altas. A região permaneceu praticamente inacessível até recentemente, com rotas mapeadas por alpinistas locais. A expedição ocorreu ao longo de uma semana de trabalho intenso.
Contexto e próximos passos
O lorikeet-de-testa-azul foi descrito a partir de sete exemplares coletados na década de 1920 e ficou sem registros até 2014, quando houve a primeira foto conhecida. A espécie está listada como dados insuficientes pela IUCN e foi reconhecida como perdida em 2024 pela iniciativa Search for Lost Birds. Pesquisas adicionais são necessárias para estimar o tamanho da população e as ameaças.
Os organizadores da expedição destacam que a descoberta reforça a importância de explorar áreas remotas com cautela e planejamento. A equipe enfatiza a necessidade de estudos contínuos para entender o habitat e as condições que afetam a espécie. A redescoberta também é vista como um passo útil para medidas de proteção futuras.
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