- Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos desenvolveram um chip com mais de 100 sensores para análises clínicas, monitoramento de células cancerígenas e diagnóstico de mpox.
- O dispositivo, de 75×35 milímetros, foi capaz de rastrear a linhagem cancerígena MDA-MB-231, associada ao câncer de mama do tipo triplo negativo.
- O chip também detecta biomarcadores do mpox por meio de um immunossensor e analisa amostras de urina sintética para identificar a presença de fosfato, relacionado a quadros como hipofosfatemia.
- A inovação permite reduzir conexões elétricas, deixando o chip mais compacto, barato de produzir e com potencial para diagnóstico rápido e testes em massa.
- O projeto ainda está em fase laboratorial; próximos passos incluem parcerias para demonstração em ambiente real e validação pela Anvisa, com possível avanço para uso clínico mediante apoio de empresas privadas.
Um chip com mais de 100 sensores foi desenvolvido por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos para análises clínicas, monitoramento de proliferação de células cancerígenas e diagnóstico de doenças como mpox. O estudo foi publicado na revista ACS Sensors, demonstrando funcionamento eficaz com a linhagem cancerígena MDA-MB-231, associada ao câncer de mama triplo-negativo.
O dispositivo, com dimensões de 75 por 35 milímetros, também detecta biomarcadores do mpox por meio de um imunossensor e analisa amostras de urina sintética para identificar a presença de fosfato, indicador potencial de quadros como hipofosfatemia e complicações respiratórias.
A inovação reside na forma de operação dos sensores, que alternam funções durante os testes, reduzindo o número de conexões elétricas necessárias. Segundo os autores, o chip torna-se mais compacto, mais barato de produzir e facilita o diagnóstico em larga escala.
Pesquisa coordenada pelo CNPEM, com participação de pesquisadores do IFSC/USP, ressalta que a redução de tempo de exames é uma das vantagens. A possibilidade de ampliar o acesso a diagnósticos pode contribuir para ações de prevenção e tratamento.
O principal autor, Renato Sousa Lima, destaca que o dispositivo pode ser adaptado para diferentes alvos biológicos, incluindo anticorpos específicos para vírus, abrindo caminho para aplicações diversas em diagnósticos e monitoramento clínico.
Os pesquisadores enfatizam que o chip está em fase laboratorial. O próximo passo é ampliar a validação com mais amostras e buscar parcerias para demonstrar o protótipo em ambiente real de uso.
Próximos passos
A equipe planeja parcerias para etapas mais complexas, como validação pela Anvisa e demonstração técnica em condições de uso. A consolidação comercial dependerá do apoio de empresas privadas e de novas avaliações regulatórias.
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