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Estudo aponta inhame roxo como aliado para carne mais magra

Antocianinas do inhame roxo reduzem gordura e elevam proteína na carne de cabras, com mudanças no rúmen e maior defesa antioxidante

Antocianinas reduziram gordura e elevaram proteína. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Estudo publicado na revista Food Chemistry (2026) avaliou antocianinas do inhame roxo em cabras pretas de Hainan, em regiões tropicais.
  • Após sessenta dias de suplementação, houve 23% menos gordura intramuscular, 15% mais proteína na carne, 19% menos gordura subcutânea e 22% menos gordura na região da cauda.
  • Os resultados sugerem carne mais magra e com maior valor nutricional, associada à redução do armazenamento de gordura e melhoria do metabolismo lipídico.
  • No rúmen, houve alterações na microbiota, maior produção de ácidos graxos voláteis e melhoria na estrutura do tecido ruminal.
  • A suplementação elevou a atividade de enzimas antioxidantes (catalase e glutationa peroxidase) e reduziu a peroxidação lipídica, protegendo tecidos musculares.

O inhame roxo pode contribuir para carne mais magra em cabras. Pesquisadores analisaram compostos das antocianinas presentes nesse tubérculo e observaram redução de gordura e melhoria na composição da carne de cabras pretas criadas em regiões tropicais. O estudo foi divulgado na revista Food Chemistry, com liderança de Fengyuan Yang e colaboradores em 2026.

Ao longo de 60 dias de suplementação, as cabras apresentaram mudanças relevantes na carne: 23% menos gordura intramuscular, 15% mais proteína, 19% menos gordura subcutânea e 22% menos gordura na região da cauda. Os resultados indicam carne mais magra e de maior valor nutricional, associada a melhorias nos marcadores metabólicos de processamento de gorduras.

Os efeitos aparecem também no rúmen. A suplementação elevou a presença de microrganismos ligados a uma fermentação mais eficiente, com maior produção de ácidos graxos voláteis. A estrutura do tecido ruminal apresentou melhorias, sugerindo ambiente digestivo mais saudável para aproveitar nutrientes da dieta.

Defesas antioxidantes ganharam força com a ingestão de antocianinas. Enzimas como catalase e glutationa peroxidase apresentaram maior atividade, enquanto houve redução da peroxidação lipídica. Em termos práticos, tecidos musculares ficam mais protegidos contra danos oxidativos, contribuindo para a qualidade da carne.

A pesquisa aponta potencial das antocianinas como aditivo alimentar funcional na pecuária. Segundo os autores, esses compostos podem favorecer saúde animal e desempenho produtivo, com aplicação ainda sujeita a novas confirmações para uso em larga escala.

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