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Estudo identifica causa da extinção dos cangurus-gigantes

Estudo da PLOS One indica que cangurus-gigantes eram sedentários, viviam em floresta tropical; mudança climática inviabilizou migração e levou à extinção

Foto: Tarryn Grignet/Unsplash
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  • Um estudo publicado na revista PLOS One aponta a razão da extinção dos cangurus-gigantes (Protemnodon), cujos fósseis foram encontrados em cavernas no Monte Etna, no nordeste da Austrália, mostrando que eram maiores que os cangurus atuais.
  • Eram sedentários, viviam em floresta tropical com muitos recursos e não precisavam se locomover muito para se alimentar.
  • A extinção ocorreu com a mudança climática: a floresta diminuiu, o ambiente ficou mais seco e as estações ficaram mais definidas, sem capacidade de migrar em busca de alimento.
  • Ao contrário dos cangurus modernos que saltam, esses gigantes provavelmente andavam com as quatro patas, o que os deixava mais lentos, mas adequado a uma floresta rica em comida.
  • Os fósseis indicam que os cangurus-gigantes viveram entre 500 mil e 280 mil anos atrás, desaparecendo bem antes da chegada dos humanos à região; hoje, os cangurus são animais sociais que vivem em grupos e ocupam diferentes habitats na Austrália.

Um estudo publicado na revista PLOS One aponta a causa da extinção dos cangurus-gigantes, do gênero Protemnodon, que eram maiores que os atuais. Pesquisas indicam que esses animais eram sedentários.

Fósseis de dentes foram encontrados em cavernas no Monte Etna, na região nordeste da Austrália, e analisados pela equipe de pesquisa.

A análise sugere que, ao viverem em uma floresta tropical rica em recursos, não precisavam percorrer grandes distâncias para se alimentar, o que favorecia um estilo de vida mais estático.

Cenário climático e comportamento

A mudança climática causou redução da floresta, maior aridez e estações mais definidas, tornando difícil migrar em busca de alimento. Como resultado, os cangurus-gigantes não conseguiram sobreviver.

Ao contrário dos cangurus atuais, acredita-se que esses gigantes caminhavam principalmente com as quatro patas, o que os tornava mais lentos para viagens longas, mas adaptados a uma floresta com abundância de comida.

As cavernas do Monte Etna funcionavam, na época, como armadilhas naturais para animais distraídos, contribuindo para o acúmulo de fósseis.

Sobre os cangurus hoje

Os fósseis indicam que os cangurus-gigantes viveram entre 500 mil e 280 mil anos atrás, desaparecendo bem antes da chegada humana à região.

Hoje, o canguru é símbolo da Austrália e Oceania, comos seus machos podendo chegar a 2 metros de altura e pesando até 90 quilos.

Atualmente, cangurus movimentam-se em grupos pelo deserto australiano, percorrendo longas distâncias em busca de alimento e água, como mamíferos marsupiais.

Existem mais de 60 espécies de cangurus, variando entre 30 centímetros e 3 metros de comprimento, com os cangurus vermelhos sendo os mais comuns.

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