- O governo endureceu a fiscalização de locais com materiais radioativos nos últimos quatro anos, com o número de inspeções crescendo de menos de oitenta por ano para duzentas doze no ano passado.
- O total de vistorias no ano anterior foi de 212, com os números de 2023 ainda maiores até o momento.
- Até março deste ano, as inspeções contabilizadas pela CNEN e pela ANSN somam trinta e seis.
- Dados foram levantados pelo R7 Planalto, com base na Lei de Acesso à Informação.
- A Diretoria de Instalações Radioativas e Controle da ANSN afirmou não ter conhecimento de descarte inadequado de material radioativo nem de armazenamento irregular nos últimos dez anos.
Nos últimos quatro anos, o governo federal endureceu a fiscalização de locais que armazenam materiais radioativos no Brasil. Dados obtidos pelo R7 Planalto, com base na Lei de Acesso à Informação, indicam que o total de inspeções praticamente triplicou em relação ao período anterior a 2021.
No ano passado, foram registradas 212 vistorias. Antes de 2022, a marca anual não chegava a 80. Até março deste ano, CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) já contabilizavam 36 inspeções do tipo.
A Diretoria de Instalações Radioativas e Controle, da ANSN, informou à reportagem que não há conhecimento de descarte inadequado de material radioativo na última década, nem de armazenamento fora dos padrões normativos.
Mudanças na fiscalização
As informações destacam a evolução da atuação regulatória, associada a medidas de segurança e controle de materiais radioativos no país. O tema guarda relação com experiências históricas, como o acidente com Césio 137 em Goiânia, citado em materiais de referência. Fontes oficiais reforçam que as ações visam prevenir riscos e assegurar o cumprimento de normas técnicas.
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