- Ao redor de um lago, um grupo ergueu um iglu feito de barro e palha, apoiado por armação metálica em formato de domo e base coberta por malha de aço.
- A mistura de terra, água do lago e palha foi amassada manualmente sobre a estrutura; nas primeiras camadas o barro atravessou a malha, mas a técnica evolutionou para distribuir melhor o material.
- O projeto ganhou entrada baixa, inspirada nos iglus tradicionais, e uma janela que ilumina e ventila o interior, além de oferecer visão da paisagem ao redor.
- Pequenas fissuras surgiram durante a secagem; há planos para aplicar novas camadas de revestimento e reforçar áreas sensíveis, além de cobrir a obra com lonas em dias de chuva.
- O experimento evidencia a bioconstrução com materiais simples, mostrando que a arquitetura tradicional pode se adaptar a contextos diferentes e abrindo a possibilidade de futuras construções ecológicas com bambu.
Foi ao redor de um lago que um grupo de entusiastas da construção artesanal decidiu transformar uma ideia improvável em realidade: erguer um iglu feito de barro e palha em vez de gelo. O projeto reuniu técnicas tradicionais e trabalho coletivo para formar uma pequena estrutura arredondada que comporta várias pessoas.
A construção teve início com a escolha do terreno e a montagem de uma armação metálica em formato de domo. Sobre ela, foi instalada uma malha de aço que sustenta a mistura de terra, água e palha aplicada em camadas.
A massa de barro foi preparada com água do lago e palha para reforçar a resistência e o isolamento. O processo exigiu esforço físico, com amassamento, transporte e moldagem manual sobre a estrutura.
O início apresentou desafios: parte do barro atravessava a malha ou se soltava antes de secar. Com o tempo, a técnica foi ajustada para distribuir a massa de maneira mais uniforme. Uma entrada baixa e uma janela iluminam o interior.
Essa abertura permite iluminação natural, ventilação e uma vista panorâmica da paisagem. O acabamento manual fortaleceu a aparência da obra, que ganhou traços definitivos mesmo com pequenas fissuras na secagem.
Para corrigir problemas de resistência, os responsáveis planejam novas camadas de revestimento e reforço nas áreas sensíveis. Cuidados adicionais incluem proteção contra chuva até a estabilização do material.
O experimento demonstra a versatilidade de materiais simples e acessíveis. A proposta reinterpreta o modelo tradicional de iglu, associando-o a um contexto diferente e sustentável.
Os iglus tradicionais são estruturas de neve e gelo desenvolvidas pelos inuítes das regiões árticas. Bloc os de neve são empilhados em cúpulas, com isolamento de bolsas de ar para conservar o calor.
Apesar da aparência, a construção externa permanece fria, enquanto o interior pode manter temperatura mais estável. A entrada costuma ficar abaixo do nível do espaço principal para reduzir a perda de calor.
Historicamente, peles de animais e outros recursos naturais otimizaram o conforto nos iglus. O uso recorrente dessas soluções revela a engenhosidade humana em condições extremas.
Hoje, os iglus continuam a despertar interesse por suas soluções simples e inteligentes. São vistos como símbolo de adaptação arquitetônica ao ambiente natural, com relevância histórica e cultural.
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